Palavra do candidato
Em 2014, o Governo do estado, através da Codemig, comprometeu-se a liberar R$ 6 milhões para a conclusão das obras do Teatro Paschoal Carlos Magno. Contudo, o investimento é insuficiente, uma vez que muitos projetos já foram prejudicados não só em Juiz de Fora como na Zona da Mata, por ausência de recursos, como é o caso do Museu Mariano Procópio, fechado desde 2008. Que investimento e políticas públicas na área cultural o senhor pretende adotar para valorizar e desenvolver a região?
Fernando Pimentel
Acompanho as reclamações dos artistas e promotores culturais, críticos da falta de transparência e de critérios da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (LEIC), que responde por mais da metade dos R$ 130 milhões investidos na área. Há uma enorme concentração de recursos na capital, o que se repete na gestão de editais como o “Filme em Minas” e o “Cena Minas”. O fundo estadual é insuficiente para fomentar projetos no interior. Chegando ao Governo, vamos regionalizar a política cultural, promover uma profunda revisão na LEIC, em diálogo com a classe, e reforçar o Fundo Estadual de Cultura, garantindo, assim, recursos para a Zona da Mata e demais regiões
Fidelis Alcântara
Em primeiro lugar, é preciso criar canais de diálogo e partici-pação em todas as regiões do estado, para que as políticas culturais sejam estruturadas a partir das demandas e necessidades concretas de cada uma. Em segundo, é preciso distribuir, de forma mais equânime, os recursos, obrigando o estado a investir em todas as regiões. Em terceiro, implantaremos uma política de apoio e fomento a atividades, espaços e grupos, com ênfase nas culturas populares, de forma a potencializar as ações já existentes
Pimenta da Veiga
O Governo estadual já iniciou processo para liberar R$ 6 milhões para o teatro. Cabe ao município gerenciar a obra, com término previsto para 2015. Vamos concluí-la, buscando parcerias. O Museu Mariano Procópio também recebeu R$ 5 milhões do estado e deve ser aberto em 2015 para o visitante acompanhar a restauração. O município entra com R$ 500 mil. Minas possui enorme diversidade cultural, e vamos regionalizar as ações, ouvindo os agentes culturais e fortalecendo a Superintendência de Interiorização da Cultura. Juiz de Fora e Zona da Mata, ricas culturalmente, serão foco de atenção
Tarcísio Delgado
E fundamental que o próximo Governo dê atenção à cultura, que é o principal fator de transformação social da população. Mas o estado não deve e não pode assumir a tutela total da cultura, porque ela
só existe se for absolutamente livre. Em Juiz de Fora e região, é fundamental buscar investimentos urgentes para revitalizar o Museu Mariano Procópio, um dos mais importantes do país e atualmente abandonado
Os candidatos Túlio Lopes (PCB), Eduardo Ferreira (PSDC) e Cleide Donária (PCO) não responderam









