Audiência discute gestão de resíduos
Em audiência pública realizada na Câmara Municipal na tarde de ontem, foram discutidas as medidas do Sistema de Gestão Sustentável de Resíduos da Construção Civil e Resíduos Volumosos e o Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil, que se encontram em tramitação na casa. A reunião visa a debater o tema antes da votação da mensagem do Executivo, que retorna à pauta na reunião de hoje. O plano foi elaborado em 2010, numa parceria entre a Prefeitura de Juiz de Fora e UFJF, seguindo a resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) de 2002. Convocada pelo vereador Chico Evangelista (Pros), a audiência se pautou pela cobrança de ações efetivas no recolhimento de resíduos da construção civil, bem como de orientação em relação ao descarte.
Professor da Faculdade de Engenharia da UFJF, Pedro Kopschitz defendeu a aprovação do projeto elaborado, o qual, segundo ele, “protege a todos os cidadãos”. Ele apresentou dados referentes aos prejuízos resultantes da falta da política de resíduos sólidos desde 2010. “O valor que o município gastou para recolher entulho irregular nos últimos cinco anos daria para fazer três usinas de reciclagem e, até hoje, não temos nenhuma.” Já o engenheiro da Secretaria de Planejamento e Gestão da PJF, Wiliam Gonçalves Ribeiro de Castro orientou a discussão sobre a economia de resíduos. “É preciso fazer projetos modulados, que evitem o desperdício. É impossível pensar que 10% de obra vai embora dentro de uma caçamba”, cobrou.
Segundo o vereador, é preciso abranger as necessidades tanto para quem produz o lixo, quanto àqueles que são responsáveis pelo transporte, sem causar prejuízos às partes. Ao apresentar informações sobre a situação de ruas nas proximidades do aterro do Bairro Grama, na Zona Leste, o vereador foi confrontado pela presidente da associação de bairro Fabiana Lopes Alvim. Segundo a moradora, no início da implantação, houve problemas, mas que foram sanados por Cesama e secretarias de Obras e Meio Ambiente, sendo que estas acusações seriam de poucos moradores insatisfeitos pela proximidade do aterro de sua residência. “Passou a ser uma implicância de cinco pessoas, que não podem prejudicar a população de Juiz de Fora. Isso não procede”, afirmou.
Representando os caçambeiros, o empresário José Maria Vieira questionou os valores pagos para a instalação de caçambas nas ruas, além da padronização dos equipamentos. “Se a gente for colocar faixa refletiva em todas as caçambas, ficará inviável custear isso”, reclamou. O secretário de Meio Ambiente, Luís Cláudio Santos destacou a parceria da gestão municipal com os caçambeiros. “Nenhuma comunidade quer um aterro como vizinho, mas é necessário atender a essa demanda”, destacou. Ele informou que há dois aterros apropriados, sendo o da Barreira do Triunfo, Zona Norte, e do Bairro Grama.









