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Análise do terreno de fazenda em Goianá começa em fevereiro, diz Incra


Por Tribuna

26/01/2012 às 13h18

Cerca de 500 pessoas estavam reunidas no acampamento

Cerca de 500 pessoas estavam reunidas no acampamento

Após reunião entre famílias, representantes de movimentos sindicais e militantes, o superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Carlos Calazans, falou com a imprensa e revelou que, já em fevereiro, começa uma análise geológica do terreno da Fazenda Fortaleza de Sant’Ana, a fim de que seja iniciado o processo de assentamento no local. Após essa etapa, conforme explica Calazans, uma licitação será aberta para a definição de uma empresa que irá elaborar o projeto de assentamento, a partir de parecer de técnicos e engenheiros agrários. "O projeto irá definir o número de lotes que serão desapropriados, o número de famílias assentadas e a quantidade de hectares utilizados." Ele salienta que será feito um sorteio entre as famílias, mas, pela extensão da fazenda, acredita que todas as famílias do acampamento e outras terão espaço garantido.

Após o comunicado para cerca de 500 pessoas que estavam no acampamento localizado entre Coronel Pacheco e Goianá, o grupo partiu para uma marcha em direção à Prefeitura de Goianá, onde irá protestar por políticas públicas de produção agrícola. O superintendente do Incra também segue nessa marcha e espera conversar com o prefeito daquela cidade a fim de conseguir apoio logístico para o acampamento que já está na beira da estrada há um ano.

O decreto de desapropriação foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) no dia 26 de dezembro de 2011. Nele está garantido que a área da fazenda será usada para assentamento de cem famílias, conforme diagnóstico feito pelo Incra e entregue à presidente Dilma Rousseff. A Fazenda Fortaleza de Sant’Ana se estende pelos municípios de Goianá, Coronel Pacheco, Chácara e São João Nepomuceno e possui 4.683 hectares, o equivalente a 4.500 campos de futebol. Estão no local representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-Ute), do Sindicato dos Metalúrgicos, do Sindicato dos Professores (Sinpro) e do PSTU