Reajuste não impede greve no Judiciário mineiro
Mais de 200 servidores de segunda instância do Judiciário mineiro, em greve desde a última quarta-feira, protestaram ontem em frente à sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), durante a visita do governador Antonio Anastasia (PSDB), que esteve no local para receber a Medalha Jason Albergaria. Nem a aprovação pela Assembleia Legislativa, na noite de quarta, do projeto de lei do TJMG, que fixa em 6,51% o percentual de revisão anual dos vencimentos e proventos dos servidores do Poder Judiciário do Estado, relativo ao ano de 2011, retroativo a 1º de maio, arrefeceu a indisposição dos trabalhadores contra o Governo e a Justiça do estado. A categoria reivindica transparência quanto ao pagamento de parcelas do crédito suplementar a juízes e servidores, previsão para a data-base do ano que vem e equiparação de vencimentos iniciais aos valores pagos pelo Ministério Público (MP), pela ALMG e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), entre outras propostas.
Embora a aprovação do projeto pelos deputados tenha sido considerada uma conquista, o Sindicato dos Servidores da Justiça de 2ª Instância do Estado de Minas Gerais (Sinjus-MG) lamentou que a categoria tenha sido usada para que o Governo pudesse atropelar os professores, já que a pauta da ALMG estava trancada até que a mensagem da educação fosse votada. Além disso, segundo a assessoria do sindicato, a simples aprovação do projeto não contempla os profissionais.








