Volta de caciques pode favorecer PMDB
A pouco mais de uma semana do primeiro turno das eleições de 2014, as intenções de voto nas pesquisas para os Governos estaduais indicam a preferência dos eleitores. Na disputa, estão governadores que tentam a reeleição, ex-chefes do Executivo que almejam voltar ao cargo ou integrantes de oligarquias locais. O caso de Minas Gerais, em que os levantamentos mais recentes indicam vitória em primeiro turno de Fernando Pimentel (PT), novato em disputas para governador, é exceção num cenário em que concorrentes com nome de peso, ou apadrinhados por lideranças tradicionais, lideram as corridas eleitorais. O resultado é a possibilidade de que o PMDB, legenda que tradicionalmente abriga caciques regionais, seja o grande vencedor das disputas nos estados em 2014.
Das 27 unidades da federação, em oito a liderança das pesquisas é de um candidato que tenta reeleição – Geraldo Alckmin (PSDB-SP), Beto Richa (PSDB-PR), Simão Janete (PSDB-PA), Marconi Perillo (PSDB-GO), Tião Viana (PT-AC), Raimundo Colombo (PSD-SC), Jackson Barreto (PMDB-SE) e Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ). Em outros sete, a vantagem é de quem já ocupou o cargo – Eduardo Braga (PMDB-AM), Paulo Hartung (PMDB-ES), Marcelo Miranda (PMDB-TO), Paulo Souto (DEM-BA), Waldez Góes (PDT-AP), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Wellington Dias (PT-PI).
Há ainda os casos em que o novato que lidera as pesquisas é apadrinhado pelo atual governador, como em Pernambuco, em que Paulo Câmara (PSB) é o nome de João Lyra Neto (PSB) e da família de Eduardo Campos – ex-governador e candidato a presidente, morto em acidente aéreo no dia 13 de agosto. Ou aqueles em que o concorrente é membro de uma família de caciques regionais, exemplo de Renan Calheiros FIlho (PMDB), à frente nas pesquisas em Alagoas, ou Helder Barbalho (PMDB), que disputa vaga no segundo turno no Pará.
Exceção à regra, além de Minas, são os estados do Ceará, em que o senador Eunício Oliveira (PMDB) está à frente, sem o apoio do grupo político dos irmãos Ciro e Cid Gomes; do Rio Grande do Sul, em que a senadora Ana Amélia (PP) vence o governador Tarso Genro (PT); e do Maranhão, em que Flávio Dino (PCdoB) lidera e venceria em primeiro turno, sem o respaldo da família Sarney.
1º e 2º turnos
É provável, segundo as pesquisas, que a eleição termine já no primeiro turno em 14 estados, sendo que o PMDB tem ampla vantagem em seis deles – Alagoas, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins. O PT deve faturar Minas Gerais e o Piauí, e os tucanos devem vencer em São Paulo e no Paraná. Também há chances claras de definição em turno único no Maranhão, no Mato Grosso, na Bahia e em Santa Catarina.
Nas disputas de segundo turno, o PMDB deve ter vantagem em mais dois estados, Rio de Janeiro e Ceará, o que totalizaria oito governadores. Já o PT pode fazer quatro governadores se vencer o segundo turno no Acre e no Mato Grosso do Sul, onde lidera. O PSDB está à frente em Goiás, Pará, Paraíba e Rondônia, podendo chegar a fazer seis governadores até 26 de outubro. O PSB vai à disputa do segundo turno em Pernambuco e no Distrito Federal, sendo favorito em ambos.









