Raupp referenda nome de Bruno Siqueira
O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp, referendou ontem o nome do deputado estadual Bruno Siqueira (PMDB) como candidato do partido à Prefeitura de Juiz de Fora. Para o dirigente nacional peemedebista, o quadro juiz-forano atualmente pode ser considerado como aquele com maior viabilidade eleitoral no estado. O presidente da legenda em Minas, deputado federal Antônio Andrade, também confirmou o propósito de lançar candidatura própria nas 50 maiores cidades mineiras. Em Juiz de Fora, temos hoje convicção de que Bruno será mesmo o candidato. O próprio Raupp comprometeu-se a ir até aí (Juiz de Fora) em um evento de pré-candidatura neste ano. Bruno, por sua vez, deixou a reunião com os dirigentes partidários em Brasília bem animado, mas sem falar ainda como pré-candidato. As conversas estão acontecendo e, no momento certo, teremos uma definição natural.
A indicação de Bruno, segundo Antônio Andrade, está praticamente definida em razão de sua trajetória política e sua performance em pesquisas encomendadas pelo partido. Os levantamentos feitos nos trazem tranquilidade em relação à certeza de candidatura em Juiz de Fora. Ele fez questão de lembrar que o deputado juiz-forano tornou-se opção também pelo fato de o ex-prefeito Tarcísio Delgado (PMDB) ter afastado qualquer possibilidade de voltar ao páreo. Com o Tarcísio fora do páreo, o único nome que agrega é o do Bruno. Ainda assim, o presidente peemedebista mineiro afirmou contar com a liderança e o empenho do ex-prefeito em todo o processo eleitoral do próximo ano. O Tarcísio é uma liderança fundamental em Juiz de Fora e terá um papel relevante na sucessão como sempre teve.
Com apoio de dirigentes municipais, estaduais e nacionais, o nome de Bruno vai arregimentando forças em busca de viabilidade no partido. Seu maior fantasma continua sendo alguns setores favoráveis à formalização de uma aliança com o PT da ex-reitora da UFJF, Margarida Salomão. Embora considerada como um atalho para os peemedebistas retornarem ao Executivo local, tal hipótese vem perdendo fôlego com o avançar das conversas. As articulações conduzidas a partir do diretório estadual vem sendo consideradas exitosas até mesmo pelos adeptos da tese de aliança. O principal argumento daqueles favoráveis ao voo solo da sigla é de que, no pior dos cenários, a coligação pode acontecer apenas no segundo turno. Há ainda o apelo dos atuais vereadores em busca da reeleição e dos candidatos a um primeiro mandato. A história tem mostrado que, como nome próprio na disputa, é possível faturar uma cadeira na Câmara Municipal apenas com os votos dados à legenda.








