Comissão colhe novos depoimentos envolvendo caso de propina dos caça-níqueis
A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizou duas reuniões nesta segunda-feira (23) com o objetivo de fortalecer as denúncias sobre o envolvimento de policiais de Juiz de Fora na máfia dos caça-níqueis e cobrar que haja investigação do caso. O primeiro encontro ocorreu na madrugada de hoje, e a comissão aprovou requerimento que solicita o envio de notas taquigráficas de três reuniões que trataram do assunto ao governador Antonio Anastasia (PSDB), à Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), ao comando-geral da Polícia Militar, à chefia da Polícia Civil, à coordenadoria do Centro de Apoio Operacional de Combate ao Crime Organizado, corregedorias da Polícia Civil e Militar e ao delegado da Polícia Federal em Juiz de Fora.
O objetivo é informar oficialmente sobre as denúncias contidas nas notas taquigráficas e pressionar os órgãos para que não deixem o caso impune. O requerimento pede que as autoridades tomem providências para apuração das informações levantadas e é uma estratégia caso a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) não seja istaurada na ALMG. No fim da manhã, outra reunião foi realizada, a portas fechadas, para que a Comissão de Direitos Humanos ouvisse seis testemunhas envolvidas no caso, entre policiais e um ex-sócio do empresário Frederico Arbex, denunciado como proprietário de caça-níqueis.








