Mobilização da Magistratura
Como forma de reação à morte da juíza Patrícia Acioli, assassinada no dia 12 de agosto, em Niterói (RJ), foi celebrado ontem o Dia Nacional de Mobilização da Magistratura. A data foi marcada por manifestações dos diversos setores da comunidade forense em todo o país. Entre as reivindicações, novas políticas de segurança e remuneratória, além de melhores condições para a realização dos trabalhos judiciários.
Em Juiz de Fora, representantes da esfera estadual do Poder Judiciário e do Ministério Público – juízes, promotores, defensores públicos, funcionários, entre outros – estiveram reunidos à tarde, no Fórum Benjamin Colucci. Presidente do Tribunal do Júri, o juiz José Armando da Silveira abriu os trabalhos, mas nenhum julgamento foi realizado. Hoje é um dia especial. O Judiciário não pode continuar sendo o primo pobre dos três poderes. Não é uma paralisação ou uma greve. É um alerta. Queremos uma Justiça mais rápida, com condições de oferecer conforto aos usuários.
Segundo José Armando investimentos na estrutura judiciária local são necessários. Estamos pedindo um novo espaço. Temos mais seis varas criadas que ainda não foram instaladas por questões estruturais e financeiras. Em Juiz de Fora, cada vara conta com quatro ou cinco funcionários, quando para uma produção adequada seria necessário ter no mínimo mais oito.








