Câmara Municipal discute avanço da hepatite A em JF em audiência pública

Reunião vai debater impactos ao sistema de saúde e ações de prevenção


Por Fernanda Castilho

22/05/2026 às 06h34

Uma audiência pública da Câmara Municipal de Juiz de Fora para discutir o aumento de casos de hepatite A na cidade está programada para ocorrer na próxima terça (26), às 15h. O encontro pretende debater como o avanço da doença trouxe impactos ao sistema de saúde de Juiz de Fora, além de refletir quanto as ações de prevenção e de atendimento à população.

Para a reunião, proposta pelo vereador Sargento Mello Casal (PL), foram convocados os gerentes das 48 Unidades Básicas de Saúde do município. Também foram convidados os profissionais da área da saúde da rede pública e privada e os diretores das Unidades de Pronto Atendimento (UPA) Norte, Oeste (São Pedro) e Santa Luzia, além de gestores do Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus, do Hospital São Vicente de Paulo, do Hospital Universitário, da Santa Casa de Misericórdia e do Hospital Regional Doutor João Penido.

JF concentra 90% dos casos da doença em Minas

Segundo os últimos dados repassados pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) à Tribuna de Minas, a administração municipal contabiliza, entre janeiro e abril deste ano, 808 casos de Hepatite A. Destes, 223 foram registrados somente em abril. Já de acordo com informações da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), apenas em abril, o estado registrou um total de 197 casos da doença, dos quais 176 ocorreram somente em Juiz de Fora, o equivalente a quase 90% do total mineiro.

No início do mês de maio, uma mulher de 60 anos morreu em decorrência da hepatite A – a primeira morte causada pela doença registrada no município em 2026. De acordo com a PJF, o exame, realizado após o óbito da mulher que havia sido internada no Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus, apresentou resultado reagente para Hepatite A. Contudo, como indicado na ocasião, o caso ainda segue em investigação.

Medidas de enfrentamento à doença

Na última semana, à reportagem da Tribuna, a Subsecretaria de Vigilância em Saúde garantiu ter intensificado o monitoramento epidemiológico, como também a oferta de testagem, distribuição de hipoclorito de sódio, inspeções sanitárias, investigação de casos, vacinação e acompanhamento dos pacientes confirmados. Quanto às medidas de prevenção, a pasta orientou a higienização adequada das mãos, o consumo de água tratada e os cuidados na manipulação de alimentos.

Ainda segundo a PJF, a vacina contra a Hepatite A está disponível para crianças de 15 meses a menores de 5 anos não imunizadas, além de grupos específicos, como pessoas com doenças hepáticas, imunossuprimidas, em uso de PrEP e contatos domiciliares e sexuais de casos confirmados, não vacinados. 

O imunizante é oferecido nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de segunda a sexta, a partir das 9h, e aos sábados, das 8h às 11h, e de segunda à sexta, das 7h às 17h, no Serviço de Assistência Especializada (SAE), localizado no Centro de Vigilância em Saúde (Rua Antônio José Martins, nº 92).

A aplicação das doses também está sendo realizada por meio do Vacimóvel, em pontos estratégicos da cidade.