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Câmara e Sinserpu integram sindicância


Por RENATO SALLES

21/08/2015 às 07h00- Atualizada 21/08/2015 às 10h25

A possibilidade de a Câmara abrir uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar as denúncias possíveis irregularidades na Empav está em banho-maria. Isso porque a expectativa de que o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu) fizesse o pedido de instauração da “CPI da Empav” ao Legislativo não se confirmou. Na última quinta-feira, o Sinserpu protocolou uma série de denúncias com relação à empresa pública no Ministério Publico (MP) de Minas Gerais. Em reunião realizada ontem à tarde, os presidentes da Câmara, o vereador Rodrigo Mattos (PSDB), e do Sinserpu, Amarildo Romanazzi, decidiram dar um voto de confiança à sindicância determinada pelo Conselho de Administração, na última terça-feira, e que irá proceder investigações. Em contrapartida, definiram que iriam pleitear participação na auditoria, com a indicação de um representante de cada.

Segundo a Prefeitura, tal situação já havia sido definida pela Administração, e o anseio foi contemplado no final da tarde, quando o Executivo divulgou os nomes dos integrantes da comissão que irá proceder a sindicância. O grupo será coordenado pelo procurador do Município e ex-secretário de Administração e Recursos Humanos, Alexandre Jabour. Integram ainda a força-tarefa dois servidores efetivos da Secretaria da Fazenda, um funcionário de carreira da Secretaria de Administração e Recursos Humanos (SARH), um servidor indicado pelo Sinserpu e um vereador indicado pela Câmara. Segundo Rodrigo Mattos, o nome escolhido é o de Cido Reis (PPS). Os trabalhos começam na próxima segunda-feira, quando está programada a primeira reunião das investigações que serão subordinadas ao Conselho de Administração da empresa pública e terão duração de 15 dias, prorrogáveis por igual período.

“Vamos aguardar os resultados das investigações. Ao final dos trabalhos, caso haja necessidade de aprofundamento, vamos estudar a possibilidade criação de uma CPI”, avaliou o presidente da Câmara. No comando do Sinserpu, Amarildo considera relevante a presença do sindicato na auditoria. “Já temos o nome de um funcionário da Empav para indicar, e isso é importante, pois todas as denúncias foram oriundas de reclamação dos funcionários da empresa.

Trabalhos mantidos

A possibilidade de uma nova paralisação dos servidores da Empav também está momentaneamente descartada. No último dia 17, os funcionários da empresa fizeram um protesto e cobraram a exoneração do diretor-presidente da empresa, o ex-prefeito José Eduardo Araújo, e do diretor-administrativo, Teodoro Pires de Mendonça. Caso isso não ocorresse, a categoria ameaçava cruzar os braços de forma por tempo indeterminado a partir da próxima semana.

Com o pedido espontâneo de afastamento feito pelos diretores na última terça-feira efetivada – eles saem de férias por 30 dias -, o intuito foi abortado. “Vamos aguardar as investigações, mas já decidimos que, caso os dois retornem aos postos, vamos paralisar as atividades. Mas não acredito que isso ocorra. Não há clima alguma para um retorno”, pondera Amarildo.