Reforma de Anastasia altera cenário em JF
A esperada reforma no primeiro escalão do Governo de Minas, que pode mandar de volta o secretário de Estado de Defesa Social, Lafayette Andrada (PSDB), à Assembleia, deve devolver a Rodrigo Mattos (PSDB) a condição de candidato a um novo mandato na Câmara de Juiz de Fora. Isso porque o retorno do deputado tucano deixa o vereador local, atual primeiro suplente da coligação PSDB-PP-DEM no Legislativo mineiro, com chances remotas de assumir a função. Como não bastasse, o secretário Estadual de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas, Gil Pereira (PP), eleito pela mesma coligação, também deve retornar à Assembleia. Nessa conjuntura, Rodrigo voltaria à terceira suplência. Por outro lado, embora as articulações no Palácio Tiradentes deem como certa as mudanças no secretariado, o esforço é para que os deputados suplentes sejam mantidos nas suas funções. Prevalecendo esse quadro, o vereador juiz-forano abdicaria da reeleição.
O imbróglio envolvendo a situação de Rodrigo, que chegou a ser citado como deputado pelo governador Antonio Anastasia (PSDB), arrasta-se desde o início de 2011. Cotado para assumir a cadeira de deputado estadual em meados do ano passado com a ida do então deputado Mauri Torres (PSDB) para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), o vereador acabou ficando sem a vaga por conta da não validade da Lei da Ficha Limpa para as eleições de 2010, o que acabou favorecendo o deputado estadual Pinduca Ferreira (PP). Restou ao juiz-forano aguardar pelas eleições municipais deste ano, quando deputados de sua coligação devem concorrer a prefeituras do estado. A proposta de reforma do secretariado desenhada pelo governador para o segundo de mandato, no entanto, foi como um balde de água fria para suas pretensões. Caso se confirme o retorno dos deputados à Assembleia sem esforço para a manutenção dos suplentes, restará a Rodrigo voltar ao páreo de vereador e de deputado em 2014.
Mesmo com seu nome freqüentemente ventilado em todas as articulações envolvendo a reforma do secretariado, Lafayette ainda não sabe para onde vai em 2012. O argumento de devolvê-lo à Assembleia para fortalecer a bancada governista persiste, mas com menos força. Por outro lado, sua secretaria estuda mudanças nos comandos das polícias, que devem ser anunciadas nos próximos dias, que foram desenhadas por ele. Nesse sentido, sua permanência para conduzir essas alterações estruturais é considerada necessária e de bom tom. Outro problema, conforme se comenta na Cidade Administrativa, seria encontrar um substituto com perfil técnico e político. Bem menos complicadas são as situações envolvendo Gil Pereira e o secretário de Estadual de Trabalho e Emprego, Carlos Pimenta. Ambos deixarão o Governo com propósito de disputar a Prefeitura de Montes Claros.








