Convenções para escolha de candidatos começam nesta sexta

Encontros partidários devem ocorrer até 5 de agosto, e legendas vivem dias decisivos para encorpar seus projetos para a Presidência e o Governo do Estado


Por Renato Salles

20/07/2018 às 07h00- Atualizada 20/07/2018 às 07h27

convenções partidáriasApós meses a fio de especulações, as articulações para a consolidação de candidaturas à Presidência da República e ao Governo de Minas Gerais se aproximam de um desfecho. A partir desta sexta-feira (20) e até o dia 5 de agosto, começa a correr o prazo para que os diretórios nacionais e estaduais dos partidos políticos realizem suas convenções para oficializar alianças e os nomes de candidatos a presidente, vice-presidente, governadores, vice-governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Os primeiros encontros já devem acontecer nesta sexta, quando estão previstas discussões no âmbito nacional de PDT, PSC, PSTU e PCB.

Das siglas que realizam convenção já nesta sexta, PDT, PSC e PSTU podem confirmar, respectivamente, os nomes do ex-governador do Ceará, Ciro Gomes; do ex-presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro; e da sindicalista Vera Lúcia na disputa pela Presidência. No sábado, o PSOL deve lançar o nome do líder do MTST, Guilherme Boulos na disputa e, no domingo, será a vez do PSL sacramentar a candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro. As demais candidaturas à Presidência da República devem ser confirmadas ao longo das próximas semanas.

A principal expectativa, no entanto, é com relação ao posicionamento derradeiro de partidos que não terão candidatos próprios à Presidência e são cortejados pelos postulantes que já colocaram seus nomes na disputa. Há um grande cenário de incertezas, principalmente pelo posicionamento do PT, que ainda sinaliza a possibilidade de lançar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial. Inicialmente, a convenção petista está agendada para o dia 4 de agosto.

Entre as decisões mais aguardadas, o PT corteja uma possível aliança com o PSB, que também conversa com Ciro Gomes, sem descartar ainda optar pela neutralidade, o que possibilitaria uma aproximação do diretório paulista da candidatura do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Os tucanos fazem sua convenção no dia 4 de agosto, enquanto o PSB toma sua decisão no último dia do prazo, 5 de agosto.

No cenário estadual, o quadro já parece mais definido. Tentando a reeleição, o governador Fernando Pimentel (PT) deve ser confirmado na disputa em convenção que ainda não tem data para ser realizada. A expectativa é de que o petista receba o apoio de PCdoB, PR, PSDC e PMN. No próximo dia 28, o senador Antonio Anastasia (PSDB) também deverá ser oficializado pelos tucanos para tentar retornar ao Palácio da Liberdade. Para isto, Anastasia pode contar com uma aliança composta por PSD, SD, PTB, PPS e PSC.

Ainda envolvidos em articulações que envolvem seus partidos no âmbito nacional, o ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), e o deputado federal Rodrigo Pacheco (DEM) também podem ter seus nomes confirmados na disputa pelo Governo. A convenção do PSB está marcada para o dia 4 de agosto e a do DEM para o dia 5. Até aqui, especula-se que Lacerda esteja articulado com PDT e PROS. Pacheco teria acordo com PP, Avante, PEN e PMB. Também devem ser oficializadas as candidaturas de Dirlene Marques (PSOL), João Batista Mares Guia (Rede) e Romeu Zema (Novo). A grande incógnita é o futuro do MDB, que se equilibra entre favoráveis à candidatura própria e aqueles que defendem a reedição de uma dobradinha com o PT de Pimentel.