Docentes fazem paralisação de 24h
Além dos professores municipais em greve há mais de dois meses, os docentes da rede privada engrossam o movimento hoje e paralisam as atividades por 24 horas em Juiz de Fora. O Sindicato dos Professores (Sinpro) não estima adesão destes profissionais, que somam entre 1.500 e 1.600 na cidade. Ontem, o Sinpro realizou panfletagem nas escolas particulares, para comunicar sobre a greve especialmente a pais de alunos. A paralisação foi decidida em assembleia realizada na semana passada e pode comprometer as aulas em escolas de educação infantil e fundamental, além de ensino médio e superior. No mesmo dia, os docentes se reúnem em assembleia, marcada para às 15h, no Ritz Hotel.
Conforme o sindicato, a categoria considerou “insuficiente” as propostas formalizadas pela comissão constituída pelo Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sinepe Sudeste) para conduzir as negociações. Os destaques na pauta dos trabalhadores são reposição inflacionária e 5% de ganho real, adicional de titulação para educação básica, fim da sobrecarga no trabalho extraclasse, regulamentação do ensino à distância e definição de prazo para elaboração e correção de provas, redações e outros trabalhos avaliativos. A campanha salarial deste ano foi iniciada em novembro de 2014.
A presidente do Sinepe Sudeste, Anna Gilda Dianin, destaca que as negociações ainda estão em curso e que não há negativa, nem intransigência por parte da entidade patronal. “A nossa posição concreta é que continuamos nos esforçando para que os professores aceitem aquilo que está sendo apresentado na mesa”, disse, referindo-se a reposição inflacionária pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) – 7,13% – e o atendimento a alguns pedidos da pauta, dentro das condições dos estabelecimentos de ensino. A presidente destaca que foram realizadas reuniões na segunda-feira e ontem, visando a chegar a um acordo. “A nossa expectativa é que os professores atendam o apelo do sindicato patronal e não interrompam as aulas enquanto estivermos negociando.”









