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Hospital João Penido deve retomar atendimento de porta ainda este ano, diz governador de Minas

Mateus Simões afirmou, em entrevista à Tribuna, que reabertura está autorizada; governador também defendeu construção de novo pronto-socorro em Juiz de Fora 


Por Tribuna

19/08/2026 às 15h32- Atualizada 19/08/2026 às 18h56

Voto e Cidadania 2026O Hospital Regional João Penido, em Juiz de Fora, deve voltar a atender pacientes de porta aberta ainda em 2026, segundo o governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD). A previsão foi anunciada nesta quarta-feira (19), durante entrevista à Rádio Antena 1, da Rede Tribuna de Comunicação, dentro do projeto “Voto e Cidadania”. 

De acordo com o governador, a retomada do atendimento de porta já foi autorizada pelo Estado e depende agora da atuação do Hospital da Baleia, organização social (OS) que ganhou o certame para gerenciar a unidade em Juiz de Fora. “A previsão é que esse ano ainda a gente tenha o João Penido com a porta aberta. Já está autorizado”, afirmou Simões.  O governador afirmou ainda que o Estado disponibilizará recursos para viabilizar a operação. 

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Foto: Leonardo Costa

Novo pronto-socorro

Durante a entrevista, Simões também afirmou que a ampliação do atendimento no João Penido não resolve, sozinha, o problema da estrutura de urgência e emergência de Juiz de Fora. 

Na avaliação do governador, o atual Pronto-Socorro Municipal é um dos principais gargalos da saúde da cidade. Ele classificou a unidade como um hospital de boa qualidade, mas afirmou que a estrutura é “muito pequena e muito velha”. Por isso, defendeu a construção de um novo pronto-socorro no município. 

Segundo Simões, o Estado já liberou os recursos para a construção da nova unidade e o terreno também já está disponível. A área é a mesma que havia sido destinada à construção do Hospital Regional de Juiz de Fora. O governador, entretanto, afirmou que a Prefeitura precisa avançar com o projeto para que a obra possa sair do papel.

Simões fez referência ainda aos problemas enfrentados pelo projeto elaborado pela Prefeitura. A proposta foi alvo de questionamentos e passou a ser acompanhada pelo Ministério Público. Diante disso, o governador sugeriu que o Município avalie a elaboração de um novo projeto para evitar que as dificuldades impeçam o andamento da obra. “Se o Ministério Público não está feliz com o projeto que estava sendo feito, faz outro, para poder andar com as obras”, afirmou. 

Atual prédio pode ganhar nova função

A proposta apresentada pelo governador prevê que, após a construção do novo pronto-socorro, a atual estrutura seja reformada e transformada em outro equipamento de saúde.

Simões afirmou que o Estado também disponibilizou recursos para essa reforma. Entre as possibilidades citadas estão a instalação de uma policlínica, um centro cirúrgico ou um hospital-dia. 

Para o governador, a estratégia permitiria ampliar a capacidade da rede de saúde de Juiz de Fora, em vez de simplesmente substituir a atual unidade por uma nova. “Não vamos só trocar uma unidade velha para uma unidade nova. Nós vamos trocar uma unidade velha para uma nova e ainda criar um novo equipamento de saúde lá onde é o pronto-socorro atual”, afirmou. 

Pressão regional sobre a saúde

Simões também destacou que Juiz de Fora recebe demanda regional significativa por serviços de saúde. Segundo ele, a cidade sofre pressão tanto de pacientes vindos do Rio de Janeiro quanto de pessoas envolvidas em acidentes na BR-040. 

Por isso, o governador afirmou que o Estado tem buscado fortalecer unidades de saúde em cidades como Ponte Nova, Ubá e Viçosa, com o objetivo de atender pacientes da Zona da Mata antes que eles precisem ser encaminhados para Juiz de Fora. 

A intenção, segundo ele, é deixar para Juiz de Fora os atendimentos de maior complexidade. “A gente ter condição hoje de não trazer esses pacientes para cá melhora a vida de quem é Juiz de Fora e precisa de saúde aqui. Por outro lado, temos condição de mandar para Juiz de Fora casos mais graves”, explicou. 

Outros investimentos na região

Durante a entrevista, o governador também falou sobre outros projetos para Juiz de Fora e Zona da Mata. Entre eles está o repasse de R$ 14 milhões para intervenções no Distrito Industrial. Segundo Simões, o recurso já está liberado para a Prefeitura, e a contratação das obras está em andamento. 

“Eu imagino que, ainda antes do final do ano, a Prefeitura consiga começar as intervenções. Importante até que seja antes do final do ano, porque a gente não pode fazer essas intervenções durante o período de chuva”, afirmou.

Segundo Simões, entre os principais problemas que precisam ser solucionados estão a deterioração do pavimento e os problemas de drenagem. Ele afirmou que há trechos em que o asfalto praticamente desapareceu e que o excesso de água tem contribuído para a deterioração das vias.

Ele também afirmou que o acesso ao Aeroporto Regional da Zona da Mata, entre Goianá e Rio Novo, demanda investimento estimado em quase R$ 70 milhões. A melhoria do acesso, segundo o governador, é considerada necessária para ampliar a utilização do aeroporto e fortalecer a vocação industrial da região. 

Na área econômica, Simões afirmou ainda que a industrialização será uma das prioridades para a Zona da Mata em um eventual segundo mandato. Para Juiz de Fora, ele defendeu investimentos em setores ligados a conhecimento e inovação, aproveitando a estrutura universitária da cidade. 

Segurança pública

Durante a entrevista, Mateus Simões também afirmou que a segurança pública é hoje a principal preocupação da população da Zona da Mata. Segundo ele, o Estado pretende buscar autorização judicial para contratar 3 mil novos policiais civis, diante da defasagem no efetivo da corporação. 

O governador afirmou que a Polícia Civil de Minas está há cerca de 11 anos com o mesmo efetivo, que seria de aproximadamente 10 mil profissionais. Para ele, o aumento do contingente é necessário para reforçar o combate ao crime organizado na região. 

Simões também defendeu a aprovação da chamada PEC 40, que, segundo ele, garantiria às forças de segurança a revisão inflacionária anual dos salários.