Após erros em pagamentos, servidores da PJF discutem paralisação na próxima semana
Sinserpu-JF convocou assembleia para segunda-feira (5), quando a categoria vai decidir sobre uma paralisação de 48 horas; Prefeitura confirma que apura 65 possíveis ocorrências na folha em outubro
Erros recorrentes no pagamento de salários colocaram os servidores municipais de Juiz de Fora diante da possibilidade de uma nova paralisação. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu) convocou uma assembleia para a manhã da próxima segunda-feira (5), após cerca de 65 trabalhadores da Prefeitura (PJF) não receberem a remuneração devida. Na data, a categoria deve decidir se interrompe as atividades por 48 horas em protesto contra as falhas na folha.
A convocação para a Assembleia Geral Extraordinária foi publicada no domingo (27), com a reunião marcada para o dia seguinte às eleições, que ocorrem neste domingo (4). Segundo o Sinserpu, a assembleia será realizada em 5 de outubro de 2026, às 9h, em primeira convocação, e às 9h30, em segunda chamada, na sede do sindicato, na Rua São Sebastião, 780, no Centro.
“Os recorrentes equívocos nos vencimentos dos servidores vêm causando prejuízos graves e acumulados aos trabalhadores”, disse o sindicato em nota. Há cerca de um mês, 42 trabalhadores do Hospital de Pronto-Socorro (HPS) relataram erros no pagamento referente a agosto. Os valores foram regularizados pela Prefeitura após a categoria anunciar uma paralisação das atividades.
O cenário de desgaste entre a Prefeitura e a categoria levou o Sinserpu a classificar como “clara e urgente” a assembleia marcada para a próxima semana. Segundo o sindicato, o objetivo é deliberar sobre os erros “constantes e reiterados” no pagamento dos salários. A entidade afirmou ainda que “não vai mais tolerar o desrespeito com o servidor municipal” e criticou a gestão do Executivo, que, segundo o Sinserpu, “insiste em pagar salários errados”.
A entidade, que negocia com o poder público em nome dos servidores convocou trabalhadores da administração direta e indireta, incluindo Funalfa, Demlurb, Procon e Museu Mariano Procópio, para a reunião da próxima semana. Caso a paralisação seja aprovada na assembleia, apenas 30% dos servidores deverão permanecer em atividade nos serviços considerados essenciais, conforme previsto em lei.
Em nota pública publicada pela Prefeitura de Juiz de Fora na tarde desta quinta-feira, o executivo informou que “trabalha para zerar as ocorrências relacionadas ao pagamento da folha” e complementou dizendo que mantém canais abertos com os servidores.
Atraso em verbas rescisórias
Os problemas também se repetem na folha de ex-servidores. Na quinta-feira (1º), trabalhadores contratados temporariamente para atuar na enfermagem se reuniram em protesto contra o atraso no pagamento das verbas rescisórias referentes a contratos com duração de um ano. Após meses de espera, a mobilização independente conseguiu que a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) se comprometesse a quitar os valores por meio de pagamentos em lotes, previstos para outubro, novembro e dezembro deste ano, conforme informou o representante do ato e enfermeiro, Anderson Mateus.









