Executivo terá palavra final sobre situação dos flanelinhas
Caberá ao Executivo a palavra final sobre o destino dos flanelinhas que atuam em Juiz de Fora. A comissão formada na Câmara para debater alternativas para os guardadores de veículo – e que contou com a participação de diversos órgãos da Prefeitura – decidiu ontem encaminhar ao prefeito Custódio Mattos (PSDB) as duas propostas elaboradas pelo grupo com objetivo de tirar os flanelinhas das ruas. Os dois projetos preveem o encaminhamento dos guardadores para programas de inclusão social. Os textos, contudo, divergem num ponto: enquanto um veda de imediato o exercício da atividade – tendo apoio da maioria da comissão -, o outro permite que o Governo a regulamente dentro de áreas de especial interesse urbanístico. Apesar dessa diferença, em ambos a inclusão de novos trabalhadores na função está totalmente afastada e nenhum deles, segundo o presidente da comissão, Roberto Cupolillo (Betão, PT), abrange os lavadores de carros.
A princípio, a ideia era que a própria comissão optasse por uma das matérias para apresentá-la ao prefeito. No entanto, o vereador João Evangelista de Almeida (João do Joaninho, DEM) sugeriu que as duas matérias fossem encaminhadas à Prefeitura. "Não adianta a gente bater o martelo em qualquer um, porque de qualquer jeito vamos precisar do apoio do Executivo", argumentou o democrata, já que a Câmara não tem poder para propor um projeto que cause despesas ou interfira na autonomia da PJF para realizar seus programas sociais.
Na última reunião, havia ficado acordado ainda que a comissão analisaria casos de outros municípios, como Campos do Jordão. Entretanto, de acordo com o vereador José Sóter Figueirôa (PMDB), o exemplo daquela cidade foi descartado por se tratar de uma associação de flanelinhas, filiada à Coordenação Nacional das Lutas (Conlutas), mas à revelia do Governo local. O peemedebista ainda quer debater, porém, o modelo de Volta Redonda, onde o projeto "Cidadão VR" oferece R$ 500 de bolsa família, cesta básica, café da manhã, almoço, vale transporte, cursos profissionalizantes e oportunidade de emprego no mercado de trabalho para que os guardadores possam sair das ruas.








