Ouça agora

Embaixador aponta diferença dos Brics


Por Tribuna

18/10/2011 às 08h00

Dos Estados Unidos, União Europeia e Japão para os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Foi essa a trajetória que o embaixador Marcos Henrique Camillo Côrtes seguiu ontem para tratar das Transformações nos centros de poder – Brics e emergentes, na palestra inaugural do seminário O Estado brasileiro e a defesa nacional, promovido pela delegacia de Juiz de Fora da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (Adesg).

Na explanação, o embaixador chamou atenção para o equívoco de se considerar os demais países da sigla como parceiros estratégicos do Brasil. A sigla foi criada apenas como uma categoria teórica para avaliar os emergentes. É apenas isso, uma sigla. Tentam fazer um bloco, mas as características e os interesses são díspares. Para começar, três deles são nuclearizados (China, Índia e Rússia). E dos cinco, só o Brasil é uma nação, destacou. A África do Sul é um mosaico étnico de tendências centrífugas. E nenhuma dessas etnias tem ideia da África do Sul como nação. É uma conveniência política.

Sobre o Brasil, Camillo Côrtes lamentou o fato de vivermos sob a ética da corrupção. Instintivamente, pensamos em éticas como um conjunto de normas boas. Não é. É uma conjunto de normas seguidas pela maioria da sociedade, independente de serem boas ou não. E a maioria da nossa sociedade pratica a ética da corrupção.