Servidor protesta e aponta irregularidade

Trabalhadores fizeram passeata no Centro até chegar ao prédio da Cesama (FELIPE COURI/17-04-15)
Como parte da campanha salarial 2015, servidores da Cesama realizaram ontem uma manifestação em que denunciaram supostas irregularidades na obra da estação de tratamento de água da represa de Chapéu D’uvas (ETA-CDI), que estaria apresentando novas rachaduras, e o que classificam como sucateamento da empresa. A pauta de reivindicação do sindicato que representa a categoria, o Sinágua, pede reajuste de 20% e a abertura de concurso público. “Os aumentos das contas são superiores a este índice, por que o funcionário tem que ter apenas a correção?”, questiona Edinaldo Ramos, presidente do sindicato.
Sobre os possíveis problemas estruturais na ETA-CDI, o Sinágua pondera sobre a qualidade do trabalho realizado pelas empreiteiras contratadas. “Para esta estação de tratamento foi gasto R$10 milhões, e depois de concluída, a obra começou a trincar. Na época, denunciamos isso, e a presidência da Cesama garantiu que iria investir mais R$ 600 mil para resolver o problema. Agora, está toda trincada de novo. Queremos saber o que acontece realmente, pois é dinheiro público que está ali”, afirma Edinaldo. O sindicalista pontua ainda que o local ainda não possui instalação elétrica para levar a água, e que o trabalho é feito por conta de motores a óleo diesel. “Se não estivesse nesta situação, não estaríamos em revezamento de água”.
Companhia alega manter negociação
Em nota, a assessoria da Cesama informou que a empresa mantém constante negociação com o sindicato, tendo inclusive, já apresentado contraproposta à pauta em questão. “Como fruto dessa política, nos últimos anos, os funcionários com menores salários obtiveram ganho real em suas remunerações, além de contarem com benefícios como tíquete-alimentação, cesta básica e auxílio creche, entre outros”, disse o texto. Sobre as obras de ampliação da ETA-CDI, a Cesama esclarece que vem apurando os deslocamentos geotécnicos nos filtros da unidade e que a responsabilidade das empresas que projetaram, executaram e fiscalizaram as obras dos filtros estão sendo investigadas por um processo administrativo público, ainda em andamento.
Com relação à utilização de geradores, a empresa afirma que, com a situação atípica das chuvas nos últimos meses e as dificuldades da Cemig em efetuar a alimentação a partir de seu sistema, foi necessário adotar a atual medida para que os usuários pudessem usufruir de imediato da água da unidade. “Caso tal medida não fosse adotada, o impacto da crise hídrica nacional teria tido proporções ainda maiores na cidade, uma vez que retardaria as operações da adutora.”









