A 200 dias das eleições, veja as primeiras pré-candidaturas a Governo e Senado por Minas Gerais

Cenário inclui partidos ouvidos pela reportagem, além de pré-candidaturas que já estão em campo e nomes ainda indefinidos


Por Hugo Netto

18/03/2026 às 07h15

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Em ordem alfabética: Alexandre Kalil, Ben Mendes, Cleitinho Azevedo, Gabriel Azevedo, Maria da Consolação, Mateus Simões, Rafael Duda, Rodrigo Pacheco e Túlio Lopes (Fotos: divulgação / Montagem: Felipe Couri)

Esta quarta-feira (18) marca a data de 200 dias até as Eleições Gerais de 2026. Para reunir todas as pré-candidaturas confirmadas até o momento, a Tribuna de Minas entrou em contato com os diretórios estaduais de todos os partidos, pelos contatos registrados no sistema do TSE. Nove partidos responderam, mas há ainda outros casos: três que não confirmaram à reportagem, mas já se apresentam como pré-candidato há meses, e outro que ainda não definiu seu futuro, embora muito especulado. As respostas são apresentadas de acordo com a ordem de resposta.

O Partido Comunista Brasileiro (PCB) informa que lançou sua pré-candidatura em dezembro de 2025. Para governador, será o professor e presidente da Associação de Docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais (ADUEMG) – Seção Sindical, Túlio Lopes. Atual secretário Nacional de Juventude do partido e secretário político do respectivo diretório mineiro, Túlio foi candidato ao Governo do Estado de Minas Gerais em 2014 e ao Senado Federal em 2018. O partido não respondeu possíveis nomes para o cargo de vice nem para o Senado.

O Partido Novo sinaliza que tem dois nomes possíveis para compor chapas, neste ano, em eventuais candidatura à cadeira de vice: Fernanda Altoé e Tiago Mitraud. Ela é vereadora de Belo Horizonte, atualmente no segundo mandato, tendo se candidato pela primeira vez ao cargo em 2016, quando não teve êxito. Tiago, por sua vez, foi deputado federal entre 2019 e 2023, tendo disputado a última eleição geral como candidato a vice-presidente, na chapa liderada pelo escritor Felipe D’Avila, do mesmo partido.

A pré-candidatura ao governo mineiro apoiada pelo Novo é a do atual vice-governador, Mateus Simões: hoje no Partido Social Democrático (PSD), Simões foi um dos nomes do Partido Novo por anos, quando foi eleito vereador da capital mineira e também foi alçado a secretário-geral do Governo de Minas ainda durante o primeiro mandato de Romeu Zema. Em 2022, compôs a chapa de Zema à reeleição em 2022.

“Para o Senado, nós vamos apoiar os candidatos desta majoritária que está se criando. Um dos nomes que já despontam aqui é o de Marcelo Aro (PP), e a outra vaga está em aberto”, informa o diretório do Novo. O Partido Progressistas, de Marcelo Aro, não retornou o contato da Tribuna. O PSD também não.

O PSD do atual vice-governador Mateus Simões também é ainda é o partido do senador Rodrigo Pacheco, que tem o nome preferido na disputa pelo governo mineiro por parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pacheco, entretanto, ainda não divulgou se vai, de fato, se colocar na corrida eleitoral deste ano. Mas informações levantadas pelo Painel reafirmam que a escolha de uma nova legenda partidária de Pacheco e o respectivo grupo político não deve demorar: o prazo do Tribunal Superior Eleitoral para que eventuais candidatos estejam filiados nos partidos em que pretendem concorrer termina no início de abril, seis meses antes do primeiro turno do pleito – marcado para ocorrer no dia 4 de outubro.

Outro nome que se apresenta como pré-candidato é o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). No entanto, o partido, em ligação, orientou a Tribuna a entrar em contato por e-mail para obter a confirmação, que não foi respondido. No último final de semana, durante festa de aniversário do prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, Cleitinho refez, em público, o convite para que Falcão, que é também o atual presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), seja o pré-candidato a vice-governador na respectiva chapa. O prefeito, recentemente, se filiou também ao Republicanos.

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) confirma que o pré-candidato a governador é Alexandre Kalil, prefeito de Belo Horizonte de 2017 a 2022, ano em que também concorreu ao governo, tendo sido vencido, ainda em primeiro turno, por Zema. “Vice e Senado ainda não definimos, mas, em breve, teremos essa resposta”, disse o diretório do PDT à reportagem.

Já o Partido Liberal (PL) ainda se encontra em fase de definição quanto aos nomes para os cargos de Governo e Senado. “Acreditamos que, nas próximas semanas, o cenário estará mais delineado e poderemos compartilhar informações mais concretas”, informa o partido.

O Unidade Popular (UP) tem nomes definidos, tanto para o governo, quanto, pela primeira vez, para o Senado, mas o lançamento público deve ser feito no dia 12 de abril. A presidente do diretório, Mariana Fernandes, adianta, à Tribuna de Minas, que o intuito é lançar uma mulher negra como candidata a governadora, em resposta ao aumento no índice de feminicídios em Minas Gerais.

O pré-candidato do Missão, partido criado em 2025 por nomes ligados ao Movimento Brasil Livre (MBL), é o advogado, jornalista e estudante de medicina, Ben Mendes. Para o Senado, os pré-candidatos ainda não foram divulgados.

O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) confirmou que o pré-candidato é Gabriel Azevedo: vereador de Belo Horizonte de 2017 a 2024, nos últimos dois anos de mandato, foi presidente da Câmara Municipal. Em 2024, foi candidato a prefeito de Belo Horizonte, ocasião em que Fuad Noman (PSD) foi reeleito. O nome de quem vai acompanhá-lo na chapa majoritária ainda não foi definido. Quanto as duas cadeiras ao Senado, já foi anunciado que a ex-primeira-dama de Minas Gerais, ex-deputada federal e atual prefeita de Pitangui, Maria Lúcia Cardoso, será uma das pleiteantes. Ela foi casada com o ex-governador Newton Cardoso e é mãe do deputado federal Newton Cardoso Júnior.

O pré-candidato a governador pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) é Rafael Duda, que também tem vivências em corridas eleitorais: em 2020 e 2024, foi candidato a prefeito de Congonhas, enquanto, em 2022, foi candidato a deputado federal pela mesma legenda. O vice ainda não foi definido. Para o Senado, o nome lançado será o da professora Vanessa Portugal: nos últimos 22 anos, ela esteve em todas as disputas eleitorais enquanto pleiteante a algum cargo eletivo: candidata a governadora de Minas Gerais em 2006, 2010 e 2022, a prefeita de Belo Horizonte em 2004, 2008, 2012 e 2016, a deputada estadual em 2014, e a vereadora de Belo Horizonte em 2020 e 2024. Não foi eleita, entretanto, até então.

A Federação Brasil da Esperança, composta pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Verde (PV) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB), tem Marília Campos (PT) para o Senado como a única pré-candidatura definida para os cargos majoritários, aprovada pela direção estadual do partido. Marília está, atualmente, no quarto mandato de prefeita de Contagem. Também exerceu um mandato de vereadora da cidade e três de deputada estadual por Minas Gerais. Para o governo, ainda não há nada fechado pela federação.

A Federação PSOL-Rede, constituída pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e pela Rede Sustentabilidade, tem entre seus filiados a pré-candidata ao Governo de Minas, a professora aposentada Maria da Consolação. Em 2016 e em 2012, disputou a Prefeitura de Belo Horizonte. Ainda na capital, foi candidata a uma das cadeiras na Câmara Municipal em 2024 e em 2020. Em 2022, foi candidata a deputada estadual e, em 2018, 2014 e 2010, a deputada federal. No entanto, não chegou a ser eleita até então. Ao Senado, até então, está lançado o nome da ex-deputada federal e ex-vereadora de Belo Horizonte, Áurea Carolina (PSOL).

A 200 dias das eleições, veja primeiras pré-candidaturas a Governo e Senado; veja quem são
Em ordem: Áurea Carolina, Marcelo Aro, Marília Campos e Vanessa Portugal (Fotos: divulgação / Montagem: Felipe Couri)