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Pedágio deve começar entre julho e agosto


Por Tribuna

17/06/2015 às 04h00

Durante audiência, Isauro Calais cobrou obras imediatas nos pontos mais críticos da rodovia (ALMG/Willian Dias)

Durante audiência, Isauro Calais cobrou obras imediatas nos pontos mais críticos da rodovia (ALMG/Willian Dias)

A Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) discutiu ontem, em audiência, a situação da BR-040. A rodovia, que liga o Rio de Janeiro (RJ) a Brasília (DF), passa por melhorias, incluindo a duplicação de todo o novo trecho concessionado, de Juiz Fora à capital federal. A Via-040, responsável pelas obras e manutenção da via, não enviou representante à audiência, mas informou, no início da noite de ontem, que a cobrança nas praças de pedágio deve começar entre meados de julho e agosto. O deputado Isauro Calais (PMN), que solicitou a audiência com o também deputado Glaycon Franco (PTN), teme que a duplicação cause reflexos negativos em algumas cidades, como Ewbank da Câmara, que teria vários imóveis desapropriados em alguns trechos.

“Acho que o mais interessante é buscar o diálogo para chegar a um ponto que seja positivo para ambos os lados. Assim como esta audiência de hoje (ontem), faremos mais, em outras comissões da ALMG, além de encontros em cidades afetadas. Queremos é que as intervenções em pontos críticos ocorram o mais rápido possível”, informou o deputado, acrescentando que, por enquanto, não há reuniões previstas para a região de Juiz de Fora.

Para o início da cobrança do pedágio, a Via-040 explicou que é preciso estar com 10% das obras de duplicação concluídas, o que significa 56,8 quilômetros em Goiás e cinco quilômetros em Minas, na altura do município de João Pinheiro. Estas obras devem estar prontas em 20 dias. Já as praças de pedágio devem estar aptas a operar em 30 dias. Depois, as atividades executadas serão homologadas pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), que dará autorização para o início da cobrança. A ANTT deve divulgar o início da arrecadação dez dias antes, por meio do Diário Oficial da União (DOU). A cobrança da taxa antes da duplicação total da via, principalmente em trechos perigosos, como na altura de Santos Dumont, é alvo de críticas por parte de usuários e algumas autoridades.