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Sinserpu questiona terceirização


Por Tribuna

15/02/2012 às 07h00

Depois do Sindicato dos Médicos, ontem foi a vez de o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu) questionar a intenção da Secretaria de Saúde de transferir a realização dos exames laboratoriais da Prefeitura, hoje feitos nos laboratórios do HPS e do PAM-Marechal, para a Acispes. O presidente do Sinserpu, Cosme Nogueira, ocupou a Tribuna Livre da Câmara para cobrar dos vereadores apoio contra a terceirização do serviço. Subo a esta tribuna em defesa do serviço público de qualidade e dos servidores de carreira. Os funcionários do departamento de análises clínicas receberam de presente de fim de ano uma carta informando da intenção da Secretaria de Saúde, sob a alegação de que iria trazer economia para os cofres públicos e agilidade para os usuários, discursou. Nogueira ainda denunciou a existência de sucateamento nos laboratórios, a fim de justificar a terceirização. O HPS realiza 28 mil exames por mês, enquanto o Lacen (Laboratório Central) realiza 60 mil. Só em 2011, o HPS realizou 983.342 exames a um custo de R$ 3 milhões, enquanto os laboratórios privados realizaram, para a Prefeitura, 266 mil exames por R$ 2,1 milhões.

Na ausência do líder do Governo, Noraldino Júnior (PSC), e de Rodrigo Mattos (PSDB), o vereador José Laerte usou o tempo do PSDB para falar em nome da Comissão de Saúde. Conforme o tucano, depois de ser procurada pelos trabalhadores dos laboratórios, a comissão se reuniu com a secretária de Saúde, Maria Helena Leal, na última semana, para buscar explicações sobre a questão. A secretária nos justificou que o investimento necessário nos laboratórios hoje para atender a demanda, segundo os cálculos da Secretaria, é tão alto que seria melhor terceirizar. Hoje, 50% dos exames, de acordo com ela, já são terceirizados, declarou, reiterando os argumentos da própria secretária. O assunto ainda está sendo discutido no Conselho de Saúde, mas a secretária nos garantiu que não haveria prejuízo para os servidores.