Governo anuncia hoje data de pagamentos
O Governo de Minas Gerais deve apresentar hoje o cronograma com as datas do pagamento dos servidores estaduais referentes aos meses de janeiro, fevereiro e março. A expectativa é de que haja atrasos com relação à quitação dos próximos subsídios do funcionalismo – e não no quinto dia útil do mês -, a exemplo dos vencimento de dezembro, pagos no último dia 13. O anúncio deve ser feito a portas fechadas em Belo Horizonte, às 10h, com a presença de lideranças de associações, sindicatos e demais entidades que representam as diversas categorias de servidores, pelos secretários de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães, e de Fazenda, José Afonso Bicalho.
A possibilidade de atrasos tem preocupado as representações dos servidores. Em Belo Horizonte, já surgem boatos de que os atrasos podem ser ainda maiores nos próximos meses. O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de Minas Gerais (Sindpúblicos) divulgou em nota encaminhada à imprensa um calendário que vem sendo comentado nos bastidores e causou calafrios entre o funcionalismo estadual. O que se fala na capital é de que o pagamento de janeiro poderá incidir no dia 15 de fevereiro; o de fevereiro, em 18 de março; o de março, em 22 de abril; e o de abril, em 25 de maio. O Estado não comentou as especulações. O Sindpúblicos integra um grupo intersindical que, na última segunda-feira, deliberou pela realização de uma paralisação no próximo dia 27. O colegiado reúne representantes de cerca de 40 categorias.
Outra movimentação foi registrada ontem pelo Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais (Sindifisco), que recorreu ontem à Justiça com um mandado de segurança coletivo no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), requerendo o cumprimento da data do pagamento dos salários dos auditores fiscais da Receita Estadual no quinto dia útil do mês. “Esta é uma conquista histórica dos servidores”, considerou o presidente da entidade, Lindolfo Fernandes de Castro. O sindicato questiona as argumentações do Governo de que os atrasos se justificam por uma grande queda na arrecadação estadual,principalmente no que diz respeito ao ICMS.
Próximo a sindicatos com grande número de filiados, como os que representam servidores das redes de saúde e educação, o Sindifisco mantém conversa com as demais entidades e não descarta outras ações e paralisações. “A indignação é muito grande. O atraso é para todos. Nada está descartado”, resumiu Lindolfo.
Delegados e agentes da Polícia Civil de Juiz de Fora também já sinalizaram a possibilidade de aderir à paralisação. Em algumas cidades do estado, há rumores de que as corporações das polícias Civil e Militar têm feito contingenciamento na prestação de serviços, configurando o que vem sendo chamado de “greve branca”. Alguns integrantes da corporação que preferiram não se identificar confirmam a movimentação à imprensa, embora, oficialmente, a ação não seja declarada.









