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Movimento vai à Brasília após ato


Por EDUARDO MAIA

14/04/2015 às 06h00- Atualizada 14/04/2015 às 09h14

Durante o ato, a PM chegou a interditar o trânsito em alguns pontos das avenidas Itamar Franco e Rio Branco (MARCELO RIBEIRO/12-04-15)

Durante o ato, a PM chegou a interditar o trânsito em alguns pontos das avenidas Itamar Franco e Rio Branco (MARCELO RIBEIRO/12-04-15)

Depois de levar às ruas de Juiz de Fora milhares de manifestantes contra o Governo Dilma Rousseff (PT) no último domingo, o Movimento Muda Brasil deve seguir amanhã para Brasília. O presidente do grupo, Nelson Flávio Firmino, explica que vai se reunir com líderes de outros quatro movimentos – Vem pra Rua, Revoltados Online, Quero me defender e Acorda Brasil. O objetivo é apresentar ao Congresso Nacional uma carta com vários pleitos, entre eles, o pedido de impeachment da presidente e a retirada do ministro Dias Tóffoli do julgamento da operação “Lava-Jato”. O documento vai questionar ainda a permanência dos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB) no comando das casas legislativas enquanto são investigados pela Procuradoria Geral da República (PGR).

No domingo, os manifestantes se concentraram na Praça Jarbas de Lery Santos, no Bairro São Mateus, na Zona Sul. Segundo a Polícia Militar (PM), duas mil pessoas participaram do protesto. Os organizadores, que antes haviam anunciado a presença de dez mil pessoas, afirmaram ontem que o número chegou a seis mil. “A nossa expectativa era de um público maior, mas foi menor do que esperávamos. De qualquer forma, compareceu um grupo insatisfeito, pedindo pelo impeachment”, disse. Firmino rechaçou os pedidos de intervenção militar. “Não está na pauta, não é o nosso foco e não é o que população quer.”

Vestidos com camisas da Seleção Brasileira e levantando faixas, os manifestantes iniciaram a passeata às 14h45, com o Conselho de Veneráveis Mestres de Juiz de Fora puxando o movimento. Seguiram de forma pacífica ao longo de todo o trajeto, com gritos contra a corrupção, o PT, a presidente e o Congresso. Nas janelas dos apartamentos das avenidas Itamar Franco e Rio Branco, alguns moradores demonstravam apoio, aplaudindo o movimento; em outros, moradores hasteavam bandeiras vermelhas e do PT, sendo hostilizados pelos participantes do protesto, como uma moradora que chegou a ser vaiada.

O presidente do Conselho de Veneráveis Mestres de Juiz de Fora e região, Edmilson Gomes Barreto, apresentou-se solidário ao movimento. “A maçonaria quer que seja feito o que o Brasil quer, como sempre pregou. É apartidária e quer que a corrupção seja extinta.” Para o juiz aposentado Marco Aurélio Lyrio Reis, coordenador do Movimento Tiradentes, “apesar da Lei Ficha Limpa estar em pleno vigor, ainda não está conseguindo expurgar totalmente os maus políticos.

Por volta das 15h30, o movimento chegou ao Parque Halfeld, onde os manifestantes pararam em frente à Câmara. Do trio elétrico, foi executado o Hino Nacional. O ato terminou depois das 16h, com um abraço simbólico no Parque Halfeld.