Ouça agora

Deputados rebatem ataques no WhatsApp


Por BÁRBARA RIOLINO

13/03/2015 às 06h00

Circula, desde a última quarta-feira, pelo aplicativo WhatsApp, mensagem anônima em que os servidores da educação acusam os deputados Isauro Calais (PMN) e Noraldino Júnior (PSC) de estarem contra os professores da rede estadual. Segundo o texto, ambos os parlamentares se negaram a votar o aumento salarial da categoria, apesar de terem participado de visitas às escolas do município, “fingindo que querem ajudar”. A crítica refere-se à emenda 28, que previa reajuste de 13,1% para os servidores da educação e que foi rejeitada durante a votação da reforma administrativa, na última terça-feira. Em resposta, ambos utilizaram o Facebook para se defender.

Por meio de sua página oficial na rede e também pelo WhatsApp, Noraldino Júnior classificou a mensagem como mentirosa, caluniosa e difamatória. Para ele, a mensagem tinha interesses políticos, pois custou dinheiro e não partiu de quem realmente representa os servidores, no caso, o sindicato da categoria. À Tribuna, o parlamentar informou que solicitou à Polícia Civil uma investigação para descobrir o autor dos disparos. “Sempre atuei e vou continuar atuando para melhoria do ensino público em Juiz de Fora e em Minas”, disse na publicação.

Fazendo uso das mesmas ferramentas, Isauro Calais publicou nota em seu Facebook repudiando o ocorrido. À reportagem, o deputado destacou que a emenda rejeitada tratou-se de uma manobra demagógica, uma vez que cabe ao Governo solicitar a aprovação de reajustes e não ao Legislativo. No dia da votação, a emenda foi rejeitada por 36 a 21 votos, por implicar aumento de despesa, o que não é permitido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “Reafirmo meu compromisso com a educação de Minas. Sempre fui transparente e não posso ficar calado quando tentam, com objetivos políticos bem escusos, distorcer a verdade e denegrir minha imagem, já que sempre estive atento às questões da educação”, disse em nota.

Procurado pela Tribuna, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE-MG), em Juiz de Fora, informou que desconhece o conteúdo da mensagem e diz que ainda está em processo de negociação com o Estado. Em Belo Horizonte, na tarde de ontem, a categoria se reuniu na Cidade Administrativa, para discutir os pleitos da campanha salarial deste ano. A proposta do Governo será apresentada no dia 24.