Professor da UFJF aprova indicativo de greve
Os professores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) aprovaram, na manhã de ontem, indicativo de greve sem data específica. Por ora, a categoria decidiu paralisar as atividades nos próximos dias 23 e 24 de agosto. As deliberações locais seguem orientações do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) e atingiram também outras instituições do país. O movimento é tratado como uma resposta à morosidade do Governo federal nas negociações salariais de 2011. Também ontem, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação das Instituições Federais de Ensino de Juiz de Fora (Sintufejuf) concordou em acatar a determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que sejam mantidos em atividade pelo menos 50% dos servidores em greve das universidades federais.
Os professores consideram as negociações salariais deste ano insatisfatórias e preveem impossibilidade de reajuste para 2012. Para os representantes da categoria, o Governo acaba empurrando os profissionais para a greve ao se recusar a repor minimamente os índices de inflação do período. Caso as negociações não avancem, vamos definir a data e deflagrar o movimento, explicou o presidente da Associação dos Professores de Ensino Superior de Juiz de Fora (Apes-JF), professor Rubens Luiz Rodrigues. Segundo ele, o Governo sinalizou, no último dia 9, com incorporação de gratificação e a realização de um estudo para recompor eventuais perdas com a criação da classe de professor associado. Isso ainda vai ser analisado, mas, para a grande maioria dos professores, não representa nada.
No caso dos servidores, o movimento grevista continua. O presidente do Sintufejuf, Paulo Dimas, confirmou que, embora a entidade não tenha sido notificada em relação à decisão do STJ, a medida será acatada. O que não significa, segundo ele, que serviços de transporte no campus, a biblioteca e os restaurantes universitários (RUs), além do atendimento no Hospital Universitário (HU), sejam retomados plenamente. As formas de cumprir a decisão estão sendo avaliadas pela Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra). Vamos cumprir essa decisão. A nossa assessoria jurídica estuda como implementá-la, disse a coordenadora-geral da entidade, Léia de Souza Oliveira. O mais importante, segundo ela, é que a decisão do STJ não invalida a greve. Isso dá legalidade ao nosso movimento.








