Professor volta a parar dia 19
No dia em que professores da rede estadual de ensino e da Prefeitura fizeram uma paralisação geral na cidade em adesão ao movimento nacional pela implantação do piso para a categoria no país, o Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (Sinpro) realizou uma assembleia para definir os rumos da campanha salarial no município. Os professores da PJF rechaçaram o índice de 8,85% oferecido pela Administração e agendaram novo encontro para o dia 19, quando cruzarão novamente os braços e votarão indicativo de greve. Na verdade, eles oferecem os 6,51% previstos pelo IPCA. O restante, 2,34%, corresponde à reposição das perdas de 2009, afirma o presidente da entidade, Flávio Bitarello.
Na assembleia, os servidores ainda definiram como principal eixo da campanha a implantação do piso nacional na cidade. Mesmo com a nova bandeira, o vereador e coordenador geral do sindicato, Roberto Cupolillo (Betão, PT), garante que as reivindicações realizadas em conjunto com os demais sindicatos estão mantidas. Continuamos com nossas pautas unificadas. Os sindicatos lutam por reajuste de 16,5%, correspondente à correção do IPCA mais ganho real de 10%.
Entre as questões específicas, a principal solicitação do Sinpro é a revogação do decreto do Executivo, que considera válido apenas os atestados emitidos pelo SUS ou por médicos credenciados ao Saúde Servidor como justificativa para faltas e afastamentos.
A paralisação de ontem, segundo o Sinpro, atingiu 98% das escolas municipais. Na rede estadual, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-Ute) avalia adesão da maioria das unidades de ensino.








