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Congresso reverencia memória de Itamar


Por Tribuna

11/08/2011 às 07h00

Em sessão solene conjunta do Congresso Nacional na manhã de ontem, parlamentares reverenciaram a memória do ex-senador e ex-presidente Itamar Franco, morto no dia 2 de julho deste ano. A cerimônia foi realizada no Plenário do Senado e contou com a presença de familiares, do governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia, e do ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota. O presidente do Senado, José Sarney, aproveitou a ocasião e sugeriu que o Museu Histórico do Senado, criado graças a proposta de Itamar Franco, em 1976, passe a se chamar Museu Histórico Senador Itamar Franco. Na Assembleia de Minas, tramita duas propostas dando o nome do ex-presidente ao Aeroporto Regional da Zona da Mata e ao Expominas Juiz de Fora. Outra homenagem, proposta pela Prefeitura de Juiz de Fora, prevê a mudança de nome da Avenida Independência, que passará a se chamar Avenida Presidente Itamar Franco.

Na presença das filhas de Itamar, Georgina Franco e Fabiana Franco, do genro David Forrester e do neto, Stephen Franco Forrester, senadores e deputados se revezaram na tribuna do Senado. Em seu discurso, José Sarney ressaltou o amor de Itamar pelo Senado, onde chegou pela primeira vez em 1974. Ele ocupou um espaço extraordinário nesta Casa. Foi um analista seguro de todas as matérias que eram submetidas ao exame do Senado. Ele se aprofundava no debate e no estudo dos problemas e foi um exemplo de retidão, de uma compostura reta, retidão essa que não foi somente como político. Anastasia disse que falava em nome dos mineiros e lembrou do legado do ex-presidente. Toda Minas Gerais e o Brasil devem prestar esse tributo à memória do presidente Itamar Franco pelo muito que ele fez, pelo seu exemplo de ética, por sua autoridade moral, mas também por tudo que ele realizou materialmente pelo Brasil.

O governador de Minas também mencionou o Plano Real e seu impacto na economia ainda hoje. O Plano Real está aí nos dando estabilidade monetária, permitindo ao Brasil enfrentar essas crises internacionais com mais robustez, graças à sua coragem lá atrás, no início da década de 90, e, claro, daqueles que o sucederam. O senador Aécio Neves (PSDB) iniciou seu discurso tratando da sua proximidade com Itamar. Poucas vezes senti tanto a perda de um companheiro de caminhada. Em seguida, falou da herança deixada pelo juiz-forano. Itamar foi compromissado com o respeito à liberdade, com a luta pela justiça social, com a defesa do processo de desenvolvimento do Brasil e com o primado da honestidade no trato da coisa pública. Sua presença também iluminou o Senado, e ele nos deixou fazendo o que mais gostava: lutando pelo Brasil.