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Reajuste vai para 8,85% com inflação


Por Tribuna

10/05/2011 às 07h00

A alta de 0,77% verificada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mês de abril elevou para 6,51% o acumulado dos últimos 12 meses e alterou os percentuais de reajuste negociado pela Prefeitura de Juiz de Fora e os sindicatos que representam o funcionalismo público municipal. O índice de 8,23% anunciado na semana passada subiu para 8,85%, englobando o IPCA do período 2010/2011 e percentuais de perdas referentes a 2009. A proposta da Administração é dividir o aumento em três parcelas, sendo a primeira de 6,51% em maio, outra de 1,34% em setembro e 1% novembro. Como optaram por discutir primeiro as reivindicações específicas de cada categoria, os sindicatos devem encerrar as conversas sobre o índice apenas em um segundo momento.

Na manhã de ontem, durante a primeira rodada de negociação das pautas específicas, o secretário de Administração e Recursos Humanos, Vítor Valverde, conversou com os representantes dos professores. De acordo com o coordenador do Sindicato dos Professores (Sinpro), Flávio Bitarello, a questão do aumento do salário dos profissionais em início de carreira foi a principal questão abordada nesse primeiro momento. Apresentamos a reivindicação de um reajuste de 20% para os professores regentes A (PR-A), O secretário ficou de nos encaminhar uma resposta até a quarta-feira, antes da nossa assembleia prevista para a tarde. Ainda segundo Bitarello, a ampliação do período extra-classe, conforme prevê o piso nacional do magistério, ainda ficou em aberto. Há questões como essa em que será necessária a presença também da secretária de Educação (Eleusa Barboza).

Pelo cronograma de discussões, na manhã de hoje acontecem reuniões do secretário de Administração e Recursos Humanos com representantes do Sindicato dos Médicos e do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu). No primeiro caso, há o agravante de a categoria encontrar-se em greve. O médico Gilson Salomão, que representa a categoria, informou que o atendimento permanece comprometido como na semana passada, quando o movimento foi deflagrado. Sua expectativa é de que as conversas avancem antes da assembleia da categoria marcada para a noite de amanhã. Cosme Nogueira, do Sinserpu, aguarda, por sua vez, as considerações da Prefeitura em relação à incorporação do abano dados aos trabalhadores que recebem menos de um salário-mínimo. Na manhã de ontem, ele entregou um estudo sobre a questão ao secretário Vítor Valverde.