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Professor quer mediação da Câmara junto à PJF


Por Tribuna

09/09/2011 às 07h00

Há 24 dias em greve, os professores da rede municipal de Juiz de Fora deram uma nova cartada na tentativa de estabelecer um diálogo com a Administração para a implantação da jornada de um terço para atividades extraclasse. Ontem, após passeata na Avenida Rio Branco, do Ritz Plaza Hotel até a Câmara, a categoria, representada pelo coordenador-geral do Sindicato dos Professores (Sinpro), Flávio Bitarello, entregou uma moção ao presidente da Câmara, Carlos Bonifácio (PTB) e ao vereador Júlio Gasparette (PMDB), que está intermediando as conversas entre o sindicato e o Executivo, solicitando aos parlamentares que interfiram nas negociações com a Prefeitura.

No documento, aprovado por unanimidade em assembleia realizada ontem à tarde, os professores pedem aos vereadores que levem ao prefeito Custódio Mattos (PSDB) e ao secretário de Administração e Recursos Humanos, Vitor Valverde, três reivindicações da categoria: implementação de um terço da jornada para atividades extraclasse a partir do início do próximo ano letivo; definições sobre como esta diferença no tempo trabalhado será remunerada até o fim de 2011; e imediata retirada da ação movida no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que, no dia 1º, determinou o retorno imediato dos professores às aulas, sob pena de multa no valor de R$ 50 mil por dia parado.

"A Prefeitura se nega a negociar, valendo-se de medidas truculentas e incabíveis no regime democrático. Com ataques políticos e financeiros à categoria e ao sindicato, como ameaças de corte de ponto e exoneração e a aplicação dessa multa descabida, sem precedentes no caso de entidades como a nossa", afirma Bitarello. Segundo o vereador Roberto Cupolillo (Betão, PT), coordenador-geral do Sinpro, os vereadores Júlio Gasparette e Rodrigo Mattos (PSDB, integrante da base governista, já iniciaram conversas para a formação de uma comissão que irá debater o assunto. "Estamos aguardando um posicionamento da Prefeitura." Sobre rumores de que o prefeito havia vetado sua participação na reunião, Betão desconversou. "Isso não sou eu quem decido. Só acho que não se deve misturar as coisas."

A assessoria da Prefeitura informou ontem que ainda não houve um contato oficial da Câmara solicitando a reunião. Também afirmou que não existe veto à presença de qualquer vereador e que a Administração não tem autonomia para definir os integrantes da comissão. A expectativa da diretoria do Sinpro é de que o encontro ocorra ainda hoje, antes da assembleia da categoria marcada para as 14h, no Ritz Plaza Hotel.

CNTE

Durante a assembleia realizada ontem, o Sinpro repassou aos presentes uma cópia de uma nota da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) enviada ao prefeito Custódio Mattos. No texto, a entidade esclarece que seu posicionamento sobre a Lei do Piso Salarial Nacional do Magistério. "Para a Confederação, o Piso Salarial deve ser pago como vencimento inicial aos professores com jornadas de até, no máximo, 40 horas, como está claro no texto da legislação."