Câmara pede investigação da BR-440
A Câmara aprovou representação ao Palácio do Planalto, solicitando a apuração do processo licitatório para a construção da BR-440 em Juiz de Fora. O documento pede que a investigação seja feita junto ao Ministério dos Transportes e ao Dnit. O vereador José Sóter de Figueirôa (PMDB), autor da proposta, subscrita por outros dez vereadores, citou relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), que evidencia indícios de irregularidades na obra. A BR-440 deve ser foco de apuração, já que há tantos transtornos envolvidos neste projeto : ambientais, urbanistas, entre outros. E pelos dados do TCU, existe a possibilidade de superfaturamento.
Na edição de ontem, a Tribuna publicou matéria apontando que com apenas cerca de dois quilômetros de extensão concluídos e outros quatro em execução, a BR-440 já consumiu R$ 35 milhões. As obras foram interrompidas em janeiro de 2010 pelo TCU, devido a denúncias de irregularidades. Júlio Gasparette (PMDB) manifestou sua preocupação a respeito de julgamentos precipitados sobre o faturamento da obra. Quando se fala na conclusão de apenas dois quilômetros, é preciso lembrar que a rodovia é uma via dupla, com 24 metros de largura, 4,8 quilômetros de extensão, com canalização de esgoto, saneamento total de São Pedro, além de cinco viadutos. Se há algum erro, que o Ministério pague por ele. Não aceito que a cidade seja prejudicada.
De opinião diferente, o vereador Isauro Calais (PMN) rebateu a afirmação de Gasparette, defendendo que todos os indícios apontam para que tenha havido superfaturamento na realização do projeto. Houve superfaturamento em diversas ações do Ministério de Transportes, e isso culminou na saída do ministro. Wanderson Castelar (PT) seguiu o mesmo raciocínio: A queda de toda a cúpula do ministério não aconteceu à toa. Mas independente da confirmação das suspeitas, é preciso lutar para manter os recursos.
O vereador Noraldino Júnior (PSC) manifestou preocupação com a agilidade nas investigações, para que as obras possam ser retomadas. Este estudo tem que ser rápido, porque quem está perdendo com a interrupção dos trabalhos é a cidade. O presidente da Casa, Carlos Bonifácio (PRB) tem o mesmo ponto de vista. Se houve superfaturamento, que a questão seja resolvida em Brasília, a corrupção não aconteceu em Juiz de Fora, e a cidade não pode deixar de avançar.








