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Novos vereadores elevam gastos


Por RENATO SALLES

08/09/2015 às 07h00- Atualizada 08/09/2015 às 10h08

Entre fevereiro e julho, Emanuel ficou em segundo no ranking de gastos

Entre fevereiro e julho, Emanuel ficou em segundo no ranking de gastos

O estreante Léo de Oliveira ocupou a quarta posição na lista

O estreante Léo de Oliveira ocupou a quarta posição na lista

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Seis meses após assumirem as cadeiras deixadas pelos ex-vereadores Noraldino Júnior (PSC) e Isauro Calais (PMN), que foram empossados como deputado estadual em 1º de fevereiro, os suplentes José Emanuel (PSC) e Léo de Oliveira (PMN) estão entre os gabinetes mais caros da Câmara Municipal, quando se leva em consideração a média mensal de gastos com mandato nos últimos seis meses. Entre fevereiro e julho, Emanuel declarou despesas de R$ 46.289,49 em verbas indenizatórias, o que representa uma média mensal de R$ 7.714,92. O valor corresponde a 96% do teto de R$ 8 mil a que cada vereador tem direito para custeio da atividade parlamentar. Apenas o gabinete de Cido Reis (PPS), que exerce mandato desde o início da atual legislatura, apresentou gastos maiores que o de José Emanuel entre fevereiro e julho – 46.481,62 -, com uma média de de gasto mensal de R$ 7.746,94 (o que corresponde a 97% do limite de R$ 8 mil permitido). Outro suplente a ingressar na Câmara este ano, Léo de Oliveira, que vive sua primeira experiência no Legislativo municipal após a saída de Isauro, é o quarto na lista. Em seis meses, o gabinete do radialista apresentou gasto médio de R$ 7.624,31 – 95% do limite. O detalhamento das despesas apresentadas pelos dois suplentes mostra que os maiores impactos nos valores declarados a cada mês vêm da contratação de consultoria técnica (em julho, Emanuel gastou R$ 3.500 com a prestação do serviço, enquanto as despesas de Léo com mão de obra externa chegaram a R$ 2.500) e da locação de veículos utilizados no exercício do mandato legislativo, que custou R$ 2.500 para cada um em julho. Em seis meses, considerando os valores apresentados por Noraldino Júnior entre 2013 e 2014, Emanuel elevou a média mensal de seu antecessor em 25%. Em 24 meses, o mandato de Noraldino gastou aproximadamente R$ 148 mil em verbas indenizatórias, o que significa uma média de R$ 6.161,64 ao mês. Quase na mesma proporção, Léo de Oliveira elevou as despesas do gabinete antes ocupado por Isauro Calais, com um custeio de mandato 22% mais caro, levando-se em consideração os valores declarados por Isauro nos dois primeiros anos da atual legislatura, quando o agora deputado estadual apresentou despesa média mensal de R$ 6.225,86. O terceiro suplente a conquistar uma cadeira na atual configuração da Câmara foi o vereador José Laerte (PSC), que herdou a vaga ociosa após a renúncia de João do Joaninho (DEM) no mês passado, depois de o democrata ter seu nome envolvido nas investigações de supostos crimes ambientais, envolvendo a matança de três capivaras e um jacu. Como assumiu a cadeira no dia 31 de julho, o tucano não apresentou despesas de gabinete naquele mês e sua primeira declaração de gastos com mandato será referente a agosto. Em dois anos e meio do mandato abreviado em julho, João do Joaninho somou despesas de R$ 223.622,30, apresentando média mensal de gastos de R$ 7.330.

Chico lidera ranking desde 2013

Entre aqueles que exercem mandato desde o início da atual legislatura, Chico Evangelista (PROS) foi quem apresentou os maiores gastos de gabinete entre janeiro de 2013 a julho deste ano. Em 31 meses, o custeio do mandato de Chico somou R$ 231.959,75, média mensal de R$ 7.482,57 no período. Outros cinco vereadores têm média mensal acima de R$ 7 mil nos primeiros 31 meses da legislatura 2013-2016: Ana Rossignoli (PDT), com média de R$ 7.459; Rodrigo Mattos (PSDB), R$ 7.374,99; Julio Gasparette (PMDB), R$ 7.366,63; Cido Reis, R$ 7.233,55; e Nilton Militão (PTC), R$ 7.162,24. Fora da Câmara, João do Joaninho também poderia integrar o grupo, já que teve média mensal de R$ 7.330 em custeio de gabinete entre janeiro de 2013 e julho de 2015.

Fiorilo: despesa 3 vezes menor

Na outra ponta, o vereador José Fiorilo (PDT) foi o mais econômico entre fevereiro e julho deste ano, apresentando média mensal de R$ 2.007,19 com o custeio de mandato – apenas 25% do limite de R$ 8 mil ao mês. No mesmo período, os gabinetes de 15 vereadores tiveram média de gastos acima de R$ 6 mil – ou seja, mais que três vezes o valor utilizado pelo mandato de Fiorilo. Assim como o pedetista, apenas outros três parlamentares tiveram despesas inferiores a seis mil mensais. São eles: Jucelio Maria (PSB), com média de R$ 4.652,94; Oliveira Tresse (PSC), com R$ 5.153,22; e Roberto Cupolillo (Betão, PT), com R$ 5.897,32. Entre aqueles que estão desde o início da atual legislatura, Fiorilo mantém o posto de mais econômico, tendo gasto uma média de R$ 2.244,85. Além dele, apenas Betão e Jucelio Maria tiveram médias inferior a R$ 6 mil mensais. No período de 31 meses desde janeiro de 2013, Chico Evangelista (PROS) foi o vereador que mais fez uso de verba indenizatória, com o custeio de sua atividade parlamentar totalizando R$ 231.959,75, média de R$ 7.482,57. R$ 3,8 milhões Até aqui, todo o custeio dos 19 gabinetes da Câmara soma R$ 3,8 milhões na atual legislatura. O valor corresponde a 80% do limite de gastos possível, em uma situação imaginária em que todos os vereadores tivessem utilizado o teto de R$ 8 mil com despesa de custeio a quem têm direito. Assim, de janeiro de 2013 a julho de 2015, os valores destinados às verbas indenizatórias no Legislativo juiz-forano poderiam chegar a R$ 4,7 milhões.