Greve continua; Sinpro e PJF têm nova reunião

O impasse entre os professores da rede municipal, em greve há 26 dias, e a Prefeitura permanece sem solução. Hoje à tarde, as partes em conflito têm nova roda de negociação. As conversas acontecem um dia após os docentes rejeitarem proposta feita pelo Executivo na última segunda-feira e deliberarem pela continuidade da paralisação por tempo indeterminado. “A categoria fez uma avaliação correta da proposta, já que Prefeitura ainda não encontrou uma solução para o pleito pela retirada do artigo 9º (da Lei 13.012/14, que permite ao Município a concessão de reajuste diferenciado aos profissionais que estiverem com seus vencimentos abaixo do piso nacional da categoria)”, afirmou a coordenadora-geral do Sindicato dos Professores (Sinpro), Aparecida de Oliveira Pinto. Os docentes pedem a revogação do dispositivo.
Rejeitada pelos professores, a proposta da Prefeitura acenava com a readequação imediata de cerca de 50 professores que passariam de regentes A (PR-A) para regentes B (PR-B), o que valeria para todos os servidores efetivos com ensino superior. De acordo com a Prefeitura, a recolocação significaria reajustes entre 36% e 47% para os beneficiados pela medida. O Executivo sinalizou ainda a adoção de licença remunerada para que os professores regentes A, que não possuem curso superior, possam buscar a graduação e ser realocados no quadro de carreira. Outro item diz respeito à criação de uma nova carreira com 40 horas semanais e à realização de concurso público, de forma a permitir aos docentes temporários a possibilidade de ingressar no quadro efetivo.
“Vemos esta proposta (de criação de uma nova carreira) como mais uma tentativa para quebrar a unidade da categoria”, avaliou a coordenadora-geral do Sinpro. Secretária de Administração e Recursos Humanos da PJF, Andréia Goreske afirmou que o Município cumpre a Lei do Piso e que a Prefeitura tem se esforçado na busca por uma solução para o impasse, de forma que os mais de 40 mil alunos da rede municipal não sejam prejudicados. “Já apresentamos duas propostas, que, no nosso entendimento, não quebram a carreira dos professores e atendem principalmente àqueles com salários mais baixos. O sindicato precisa entender a atual realidade do país, em um momento em que o governador Fernando Pimentel (PT) pede compreensão aos mineiros com relações às dificuldades financeiras para cumprir a Lei do Piso.”
Passeata
Após a assembleia de ontem, os professores voltaram a realizar ato público nas ruas centrais até o Calçadão da Rua Halfeld, onde se encontraram com manifestantes da CUT Regional Zona da Mata, que protestavam contra a tramitação no Congresso de projeto de lei que amplia as terceirizações na país.









