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Contra regulação da mídia


Por Tribuna

08/01/2015 às 07h00

Para Júlio, proposta governista fere a liberdade de imprensa

Para Júlio, proposta governista fere a liberdade de imprensa

A discussão a respeito da regulamentação econômica dos veículos de comunicação, proposta pelo novo ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, foi motivo de críticas por parte do PSB na Câmara dos Deputados. Nesta semana, o líder do partido na Casa, o deputado federal Júlio Delgado, também candidato à Presidência da Câmara, disse que, em um estado democrático de direito, a imprensa deve ser livre. “Não há o que debater no Congresso Nacional sobre regulamentação econômica da mídia como deseja o novo ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini. A liberdade de imprensa foi uma das maiores conquistas da redemocratização brasileira”, afirmou.

O parlamentar, que assumirá em fevereiro seu quinto mandato consecutivo na Câmara dos Deputados, ainda destacou que o partido, como um todo, é contra o debate sobre a regulação da mídia, tão defendida pelo Governo federal e que a proposta, dificilmente, terá espaço para avançar no Congresso.

Além de tomar posse, no próximo dia 1º, o político juiz-forano disputará a Presidência da Câmara dos Deputados e já conta com o apoio do PSDB, PPS e PV. O apoio tucano à candidatura de Delgado tem relação ao posicionamento defendido pelo PSB a respeito da proposta do ministro. No último sábado, o líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes (SP), usou o Facebook para classificar a proposta como uma forma de “controle da imprensa” e criticar o ministro de Dilma.

Um de seus oponentes na disputa da presidência, o líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), favorito a assumir o posto, também usou as redes sociais para dizer que o seu partido não endossará qualquer projeto de regulação da mídia. O debate envolvendo o tema não foi incluído no programa de Governo de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) por pressão de aliados. O tema chegou a ser discutido durante o Governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não avançou.