Zema quer diálogo sobre terceirização de serviços administrativos na PM
Despesas com a PM representam o 3º gasto da Administração estadual, respondendo por cerca de 12% do valor despendido no último exercício financeiro
Eleito governador de Minas Gerais no último dia 28 de outubro, o empresário Romeu Zema (Novo) manifestou a intenção de dialogar com a Polícia Militar (PM) do estado a possibilidade de terceirizar alguns dos serviços administrativos prestados pela corporação. Para Zema, tal possibilidade pode ser conversada, com o intuito de reduzir custos e de liberar um número maior de policiais treinados para atividades operacionais na área de segurança pública.
“Primeiro, vamos deixar claro que nós temos uma das melhores polícias militares do Brasil, a mais antiga e uma das mais respeitadas. Mas, as boas práticas administrativas dizem que, em muita coisa, podemos terceirizar e contratar especialistas em uma área em que não precisamos ter, necessariamente, um militar. Para ser contador, por exemplo. Se for também para o bem do mineiro, vamos discutir e buscar o diálogo”, afirmou o futuro governador em áudio divulgado pelo jornal “O Tempo”, de Belo Horizonte.
Outro exemplo utilizado por Zema é o de policiais formados que atuam nas centrais telefônicas da PM. “Alguém que seja telefonista na Polícia Militar que não precisa, necessariamente, vestir uma farda e pode ser uma pessoa especializada em atender telefone e que, com certeza, vai custar bem menos do que um policial que é tão bem preparado e poderia estar exercendo uma função mais nobre”, considera o governador eleito.
Atualmente, há várias funções administrativas que são prestadas por quadros da corporação, entre elas, atividades como a elaboração da folha de pagamento dos militares, gestão e compra de equipamentos e materiais. Romeu Zema, no entanto, reforça que o intuito é o de abrir negociações sobre a possibilidade de terceirizar tais atividades. “Nunca tive a postura de impor as coisas. Sempre escutei e sempre cedi em algumas coisas. Não me considero o dono da verdade.”
Atualmente, a Polícia Militar conta com um efetivo de cerca de 40 mil policiais, e parte do quadro é dedicada às funções administrativas. Dados do portal da transparência do Governo de Minas Gerais, mostra que, em 2017, as despesas com a PM representou o terceiro mais gasto da Administração estadual, respondendo por recursos da ordem de R$ 11 bilhões e cerca de 12% do valor despendido gasto pelo Estado no último exercício financeiro.











