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Polícia Civil retoma paralisação


Por Tribuna

05/11/2011 às 05h00

Sem nenhuma nova sinalização do Governo de Minas quanto às reivindicações da categoria, os policiais civis mineiros retomam hoje a paralisação parcial das atividades. O movimento havia sido suspenso em julho como forma de mostrar à população a disposição da categoria para o diálogo. No entanto, segundo o vice-presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia do Estado de Minas Gerais (Sindpol-MG), Antônio Marcos Pereira, o governador Antonio Anastasia (PSDB) manteve-se insensível aos apelos dos policiais. Havia uma expectativa quanto a uma conversa ainda hoje (ontem), o que acabou não se concretizando. Dessa forma, não vemos outra alternativa a não ser retomar a paralisação de 50% das atividades, o que deve causar morosidade grande nos serviços prestados à sociedade. A recomendação do Sindpol é para que não haja piquetes nas delegacias do interior e nem suspensão total das atividades. Queremos deixar claro para as pessoas que estamos batendo na porta do governador e ninguém atende, explicou o dirigente.

A categoria reivindica o envio imediato à Assembleia da proposta da nova Lei Orgânica da Polícia Civil, elaborada conjuntamente com o Governo e a chefia da Polícia Civil. A lei dispõe sobre a organização da corporação e sobre o regime jurídico de seu pessoal. A norma define objetivos, estrutura básica e competências da corporação. Entre as reivindicações dos policiais, que iniciou a greve em maio, suspendeu em julho e retoma o movimento hoje, estão o aumento no quadro de funcionários, equiparação remuneratória de delegados da polícia e representantes do Ministério Público, aumento do efetivo e melhores condições de trabalho. O Governo de Minas, por sua vez, oficializou ontem ao Sindpol a revogação da Resolução 148 que permitia que policiais militares liberassem presos com delitos de menor gravidade. O recuo em relação à medida era uma das demandas dos policiais civis. Em relação às demais reivindicações, o Governo não se manifestou.