Professores municipais mantêm greve após determinação judicial

Professores tomaram o Centro da cidade
Os professores da rede municipal de ensino decidiram, agora há pouco, em assembleia, manter a greve por tempo indeterminado, mesmo depois da liminar judicial que determinou multa de R$ 50 mil por dia de aulas paralisadas. Após a decisão unânime, os docentes saíram em passeata pelas ruas do Centro carregados de abacaxis e bananas, em alusão ao prefeito Custódio Mattos (PSDB) e à secretária de Educação, Eleuza Barboza. De acordo com o coordenador-geral do Sindicato dos Professores, (Sinpro), Flávio Bitarello, a ação civil pública impetrada em Belo Horizonte pela PJF contra o movimento só acirrou os ânimos da categoria. "Depois de uma votação por unanimidade e com muita indignação, a greve continua independente da intimidação e dos ataques ao sindicato", declarou. Os profissionais vão aguardar o resultado da reunião de negociações que está ocorrendo neste momento na Prefeitura e, amanhã, realizam uma nova assembleia.
Na ação civil pública, o município alega que a greve é ilegal, já que o acordo coletivo celebrado entre o Executivo e os servidores no primeiro semestre tem vigência até 2012. O desembargador Eduardo Andrade, da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) , concluiu que a ilegalidade da greve só pode ser declarada depois que o sindicato for ouvido e o mérito do processo for julgado. Contudo, liminarmente, o magistrado entendeu que o pedido para o imediato retorno ao trabalho deve ser atendido. Ele também considerou que o valor do vencimento básico referente à carga horária de 20 horas semanais já está em consonância com o que a lei federal estabelece. O advogado do Sinpro já analisou o processo e está em Belo Horizonte para recorrer da decisão.








