Vagner de Oliveira deve deixar PR

O vereador Vagner de Oliveira (PR) está de saída do Partido da República (PR), situação que deve ser oficializada nos próximos dias. A informação foi confirmada pelo comando do diretório municipal da legenda e pelo próprio parlamentar ontem. O destino de Vagner, que já mantém conversas com outras siglas, ainda não está definido. A decisão, todavia, precisar ser tomada em um mês já que o prazo de filiação para aqueles que pretendem se lançar candidatos nas eleições do ano que vem – quando Vagner deve tentar um novo mandato – se encerra no dia 2 de outubro. “Estamos conversando para tomar a resolução que for melhor para o mandato”, afirmou o parlamentar.
Presidente do diretório municipal do PR, Genésio da Silva afirmou que a saída do parlamentar faz parte de um entendimento entre Vagner e a legenda. Ele afirmou ainda que a sigla não irá recorrer à Justiça pela manutenção do mandato. “Não ocorreu qualquer problema com o comando local, mas o vereador bateu de frente com o diretório estadual. Já tínhamos a notícia de que ele trabalhava para deixar o partido, e existiu o anseio de começar um processo de expulsão. Mas conversamos e liberamos o vereador para procurar outro partido, e não vamos entrar na Justiça pela cadeira”, afirmou Genésio, garantindo que o PR ganha autonomia para formar uma chapa de candidatos à Câmara em 2016.
Em contato feito pelas reportagens da Tribuna e da CBN Juiz de Fora, Vagner reforçou que a provável troca de partido faz parte de um acordo. “Tenho uma história muito bonita no PR. Foram dois mandatos como prefeito de Chácara e, agora, como vereador em Juiz de Fora. A gente sai triste. É um partido que aprendemos a gostar, mas chegou a hora de tomar um novo caminho.” Integrante do bloco de apoio ao prefeito Bruno Siqueira (PMDB) na Câmara, o vereador diz que irá procurar um sigla aberta ao diálogo.
Outros casos
Caso as expectativas se confirmem, Vagner não será o primeiro vereador da atual legislatura a trocar de partido. Em outubro de 2013, Chico Evangelista (PROS) deixou o PP e seguiu para o Partido Republicano da Ordem Social (PROS), que havia acabado de ser implementado na ocasião. Outras mudanças de partido de olho nas eleições do ano que vem, todavia, não parecem prováveis, apesar das constantes especulações e sondagens.









