Juízes de JF interrompem atividades
Juízes Federais e do Trabalho paralisaram suas atividades ontem em protesto contra a falta de segurança e a desvalorização de suas carreiras. De acordo com avaliação da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), em todo o Brasil, 80% da categoria aderiu ao movimento e cerca de 20 mil audiências trabalhistas tiveram que ser remarcadas. Em Juiz de Fora, os seis juízes responsáveis pelas cinco varas trabalhistas cruzaram os braços e cerca de cem audiências foram remanejadas. Isso significa que até 200 pessoas tiveram seus atendimentos antecipados ou adiados, explica José Nilton Pandelot, responsável pela 1ª Vara e juiz diretor do Foro Trabalhista.
Segundo a Anamatra, a Constituição garante a revisão anual dos vencimentos e a irredutibilidade salarial dos magistrados e estaria sendo descumprida. A última revisão, pelos cálculos da associação, aconteceu em 2007 e, de lá para cá, as perdas inflacionárias seriam de cerca de 25%.
Já entre os magistrados Federais, a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) aponta adesão de 100% no país. Em Juiz de Fora, apenas um dos seis juízes trabalhou, e cerca de 20 audiências tiveram de ser remanejadas. Há ainda o agravante da segurança. Temos um grande número de juízes trabalhando sob ameaças. Estes é um dos itens principais de nossa manifestação, explica Renato Grizotti Júnior, juiz da 2ª Vara Federal de Juiz de Fora.








