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Hospital de Pronto Socorro será incorporado por Hospital Regional


Por Táscia Souza

01/12/2011 às 06h00

A secretária de Saúde, Maria Helena Leal Castro, confirmou ontem à tarde, na Câmara, que o HPS será fechado após o início do funcionamento do Hospital Regional de Urgência e Emergência, cuja inauguração está prevista para julho do ano que vem. A informação foi dada durante reunião entre a secretária e os vereadores – realizada com objetivo de esclarecer as ações realizadas no municípios – e reiterada pela titular da pasta em entrevista concedida após o encontro. Questionada se a medida pode prejudicar a assistência, Maria Helena negou. Isso porque, segundo ela, o atual HPS será incorporado ao novo hospital, que terá 250 leitos e nove salas de cirurgia, contra as três existentes hoje no pronto-socorro. Com isso, a cidade terá cem novos leitos, já que o HPS conta hoje com 150. Além disso, no Hospital Regional, 40 leitos serão de UTI, ao passo que o HPS, atualmente, possui dez leitos na unidade intensiva e outros dez na sala de urgência.

Ela também afirmou que só serão enviados ao novo hospital os casos de urgência e de alta complexidade, sendo que o restante será descentralizado nas já existentes unidades de pronto atendimento (UPAs) de Santa Luzia e de São Pedro e em duas novas UPAs, incluindo a UPA Norte, que também deve ser inaugurada em meados de 2012. "Na urgência e emergência, estamos construindo uma rede de qualidade internacional", declarou a secretária. "O HPS fecha quando inaugurar o hospital, o que não significa que esteja fechando agora. Ele será incorporado ao Hospital Regional."

A reunião com a titular da Saúde repercutiu entre os vereadores durante a sessão ordinária da Casa, assim como o fato de a apresentação dos números ter sido feita a portas fechadas. De acordo com os parlamentares, a secretária explicou que a medida se deve também ao custo de aluguel do HPS, que não pertence ao município. Durante o pequeno expediente, os vereadores Júlio Gasparette (PMDB), Luiz Carlos dos Santos (PTC), Wanderson Castelar (PT), José Laerte (PSDB), José Sóter Figueirôa (PMDB), José Tarcísio Furtado (PTC), Flávio Cheker (PT), José Emanuel de Oliveira (PSC) e Rodrigo Mattos (PSDB) se revezaram na tribuna para comentar o encontro, seja tecendo elogios à iniciativa da secretária de comparecer à Casa ou criticando a frieza dos números e os problemas de falta de recursos e de gestão no setor.

Uma das questões abordadas pelos parlamentares diz respeito à demanda reprimida de atendimentos. De acordo com Maria Helena, isso acontece principalmente nas especialidades de endocrinologia, alergologia e ortopedia, sendo que nas duas primeiras, em especial, há falta de profissionais. "Já há uma demanda natural, e isso aumentou com a greve de 45 dias dos médicos neste ano e com a aposentadoria de profissionais. Mas estamos tentando um acordo com a UFJF e a Acispes, inclusive com a possibilidade de mutirão nessas áreas."

Um convênio nesse estilo já foi fechado no setor de oftalmologia e, conforme a secretária, há negociação para que a Acispes assuma exames clínicos a partir do início do ano. Na atenção primária à saúde (APS), por sua vez, a previsão de Maria Helena é de que sejam criadas mais nove equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) nos próximos meses. Hoje, as 86 equipes implantadas cobrem 50,3% da população, ao passo que a cobertura total da APS é de 80%.