Três mineiros desaparecidos desde 28 de dezembro são encontrados amarrados e mortos em Santa Catarina

Quatro corpos foram encontrados e identificados, com três vítimas de Minas e uma do interior de São Paulo; homens eram amigos e foram identificados pela mãe de um deles


Por Estadão Conteúdo

05/01/2026 às 08h58

Três dos quatro corpos encontrados amarrados em uma vala, em área de mata, na manhã de sábado (3), em Biguaçu, na Grande Florianópolis (SC), são de mineiros. As vítimas eram amigos que estavam desaparecidos desde 28 de dezembro, e a identificação foi confirmada pela mãe de Guilherme Macedo de Almeida, na capital catarinense, segundo o g1.

O trio era do Sul de Minas Gerais: Daniel Luiz da Silveira, de 28 anos, nasceu em Guaxupé, enquanto Bruno Máximo da Silva, também de 28, e Guilherme Macedo de Almeida, 20 anos, são de Guaranésia. Já a quarta vítima, Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19 anos, é natural de Araraquara, interior de São Paulo.

Três mineiros estão entre as quatro vítimas encontradas amarradas em Santa Catarina
Vítimas encontradas amarradas e mortas (Foto: Reprodução Redes Sociais)

O quarteto se mudou para Santa Catarina em outubro do ano passado em busca de trabalho. Os quatro eram amigos e moravam juntos em São José, na região metropolitana da capital catarinense.

Ainda conforme o g1, os quatro corpos devem ser sepultados nesta segunda-feira em Guaxupé e Guaranésia.

Corpos abandonados à beira de uma estrada

Na manhã de sábado (3), a Polícia Militar foi informada sobre a localização de corpos abandonados à beira de uma estrada em Biguaçu. Os policiais foram ao local e encontraram os quatro corpos amarrados e com sinais de violência. Eles haviam sido enrolados em panos, mas não chegaram a ser enterrados.

Segundo a corporação, o local é uma espécie de cemitério clandestino e ponto de desova de vítimas de crimes.

Mineiros e paulista estavam desaparecidos havia sete dias

Os quatro amigos foram vistos pela última vez no centro de Florianópolis. Como deixaram o imóvel destrancado e não retornaram, um vizinho acionou a polícia. Eles também deixaram de fazer contato com familiares. O desaparecimento passou a ser investigado pela Delegacia de Pessoas Desaparecidas.

Imagens de câmeras de monitoramento mostraram os jovens saindo do apartamento, em São José, na noite em que teriam desaparecido.

A polícia avalia que eles saíram do apartamento com a intenção de voltar logo, devido ao imóvel estar destrancado e com as janelas abertas, além de ter comida pronta sobre o fogão.

A identificação dos corpos, em estado avançado de decomposição, foi possível por causa da tatuagem de um dos rapazes.