‘Maior operação contra facções da história de Minas’ acontece nesta segunda-feira

Operação Integrada Cerco Fechado mobiliza forças estaduais e federais em cidades mineiras, como Juiz de Fora


Por Pâmela Costa

01/06/2026 às 11h21- Atualizada 01/06/2026 às 17h48

Com agentes das forças de segurança nas ruas em várias cidades mineiras, inclusive em Juiz de Fora, a Operação Integrada Cerco Fechado, apontada pelo Governo de Minas como a maior ofensiva da história do estado contra facções criminosas e o tráfico de drogas, ocorre nesta segunda-feira (1º). 

Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), a operação tem como objetivo garantir a presença permanente das forças de segurança em localidades com atuação estruturada de facções criminosas, ampliando o controle territorial e as ações de enfrentamento ao crime organizado.

Desde o início da manhã desta segunda, há relatos da mobilização de um helicóptero, que sobrevoou diversas regiões da cidade, além de viaturas das polícias Militar e Civil em bairros como o Santo Antônio. No entanto, não há confirmação, até o momento, de uma ligação com a operação em vigência.

Para apresentar os primeiros resultados da ofensiva, o Governo de Minas convocou uma coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (1º). Participam do anúncio oo governador de Minas Gerais, Mateus Simões; o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco; a comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Cleide Barcelos dos Reis Rodrigues; a chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, delegada-geral Letícia Gamboge; o subcomandante-geral e chefe do Estado-Maior do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, coronel BM Moisés Magalhães de Sousa; o superintendente regional da Polícia Federal, Richard Murad Macedo; e o superintendente regional da Polícia Rodoviária Federal, inspetor Fábio Henrique Silva Jardim.

Balanço da Operação

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Agentes da Polícia Civil de Juiz de Fora preparam-se para atuação. (Foto: SEJUSP)

Durante o evento, representantes dos órgãos de segurança pública do Estado de Minas Gerais afirmaram que 2.980 militares foram mobilizados na Operação Cerco Fechado, realizada na manhã desta segunda e sem prazo para término. Em balanço da ação, 46 pessoas foram conduzidas às delegacias, incluindo quatro adolescentes, e 38 prisões foram ratificadas. Além disso, nove armas de fogo e cerca de R$27 mil em notas foram apreendidas.

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Coronel Cleide Barcellos, o Governador Mateus Simões e a delegada-geral Letícia Gamboge durante operação Cerco Fechado. Foto: SEJUSP

Também foram realizadas fiscalizações em dez unidades prisionais, com apreensão de 53 celulares e 907 porções de drogas. A atuação se estendeu por 26 territórios distribuídos em seis cidades: Belo Horizonte, Juiz de Fora, Uberlândia, Uberaba, Manhuaçu e Teófilo Otoni. O objetivo da mobilização não foi a busca de alvos ou apreensões, mas a ocupação do território pelas forças de segurança, que será realizada a longo prazo, afirmou o Governo do Estado.

“É uma operação estruturada para garantir a devolução do espaço público às pessoas, para garantir que em Minas Gerais nós não tenhamos domínio de território e para que a presença das facções seja asfixiada financeira e fisicamente pela presença da polícia na rua”, afirmou o Governador Mateus Simões. A ação é direcionada ao combate da presença de facções criminosas como Primeiro Comando da Capital (PCC), Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP).

Segundo os órgãos de segurança, o objetivo não é somente atingir o tráfico de drogas, mas também atividades econômicas atribuídas às facções, como venda irregular de bebidas, serviços clandestinos de internet, energia e água, além de sistemas de monitoramento instalados em comunidades.

Lista de procurados

Ainda durante a coletiva, foi anunciada uma nova edição do programa “Procura-se”, com 12 alvos considerados prioritários para as forças mineiras de segurança. São eles:

  • Adilson José da Silva Junior, conhecido também como Dadindo, de 38 anos.
  • Caio Filipe da Silva Ribeiro, conhecido também como D’Minas, de 34 anos.
  • Douglas Raian Esteves Paulino, conhecido também como Astronauta ou Astro, de 34 anos.
  • Douglas Silva Amaral, conhecido também como DG, de 38 anos.
  • Gabriel Cezar Alves de Oliveira, conhecido também como Biel, de 27 anos.
  • Gustavo Rodrigues Esteves, conhecido também como Gu19, de 30 anos.
  • José Pereira da Silva Neto, conhecido também como Gordão ou Pereira, de 40 anos.
  • Michael Doolevah Mendes Pereira, conhecido também como Gorila ou Gorilão, de 28 anos.
  • Paulo Henrique Rodrigues Lima, conhecido também como PH, de 38 anos.
  • Ronald Alves de Oliveira Santos, conhecido também como RN, General ou Gordo, de 24 anos.
  • Ronan de Freitas, conhecido também como Carbono, de 39 anos.
  • Warley Fernando Alves de Almeida, conhecido também como Manchinha, de 37 anos.

 

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Foto: SEJUSP

 

Esta matéria será atualizada logo que houver novas informações sobre a operação no estado e em Juiz de Fora.