Momento delicado para o vôlei

Maurício Bara conduz as negociações (Felipe Couri)
O projeto da equipe de vôlei da UFJF vive um momento de incerteza. Em pauta, a negociação de parceria com o Flamengo pode trazer visibilidade e patrocinadores. Porém, a cada dia que passa, o prazo para definição fica mais apertado. Caso o acerto não aconteça, a equipe juiz-forana ficará com pouco tempo para definir novos patrocinadores e repor as perdas do elenco. Já são cinco os atletas que deixaram Juiz de Fora.
O ponteiro Sérgio se mudou para o vôlei japonês. Já o também ponteiro Batagim e o central Tarcisio foram para o Canoas. O oposto Ialisson acertou com o Taubaté, enquanto o levantador Rodrigo Ribeiro vai defender o Montes Claros. Quase metade do elenco já fez as malas, o que vai exigir investimento e agilidade para renovar o grupo com qualidade para a disputa da Superliga 2015/2016, que começa no segundo semestre. “Estamos saindo do zero. Mais 15 dias seria o limite para conseguir jogadores que estão no mercado. Não vejo problema montar equipe mais para frente, o problema é que vamos ficando com o prazo apertado. Na primeira Superliga que disputamos, a equipe foi montada em outubro. Atrasar um mês é ruim, mas não é impossível”, afirma o diretor técnico do Vôlei UFJF, Maurício Bara.
A caminhada solo pode continuar para a equipe. Porém, o foco principal é chegar a um acordo com o Flamengo. No planejamento das duas instituições, a expectativa é captar R$ 5 milhões em patrocínios. “Essa meta nós traçamos juntos para construir uma equipe ainda mais competitiva. Projetamos, não quer dizer que vamos atingir. Se acontecer, ótimo. Talvez não para o primeiro ano, mas também para os próximos anos”, avalia Maurício Bara.
Dois gumes
Um acordo teria o potencial de trazer ganhos importantes para o Vôlei UFJF. Por outro lado, um parceiro forte como o Flamengo exigiria concessões. Mas os juiz-foranos não querem perder autonomia em questões estratégicas, segundo Bara. “Durante a negociação, sempre senti um respeito enorme da diretoria do Flamengo em relação à UFJF. Nossa estrutura é muito importante, pelo know-how que adquirimos aqui. Mas, se a parceria vingar, vamos precisar ter presença no Rio de Janeiro. A divisão dos jogos entre Juiz de Fora e Rio terá de acontecer”, afirma o diretor técnico da Federal, negando as especulações sobre uma troca de comando da equipe forçada pela diretoria rubro-negra. “Totalmente improcedente. Isso nem se discutiu.”
Caso o acerto aconteça nos moldes desejados pela instituição de ensino, a UFJF seguiria como base de treinamentos e com o poder de decisão sobre o comando técnico da equipe.









