Papo de gandula
Bobeou, dançou!
Caros e caras, há muito se sabe que a profissão mais instável do país é treinador de futebol. O governo Dilma vem tentando alcançar os patamares da rotatividade dos técnicos nos clubes brasileiros com suas trocas de ministros, mas, ainda está muito aquém da voracidade com a qual são trocados os professores Brasil afora. Li ontem com uma matéria oportuna, do Globoesporte.com, na qual a contabilidade de cabeças cortadas no futebol nacional já era de 22 comandantes. É o ‘bobeou, dançou!’ levado ao extremo.
Aqui ao lado, no Rio de Janeiro, por exemplo, nomes com fama no futebol nacional como o ex-goleiro vascaíno Acácio – demitido do Olaria – e do ex-volante tricolor Marcão – mandado embora do Bangu -, ambos com serviços prestados a dois dos principais clubes do estado, dançaram sem cerimônia, depois de apenas duas rodadas. É rápido demais.
Vejamos o caso do principal candidato a perder o posto de técnico no Rio essa semana. Talvez nem uma vitória amanhã salve a pele de Vanderlei Luxemburgo no Flamengo. A classificação para a fase principal da Libertadores diante do Real Potosí é considerada obrigação pela diretoria e torcida do clube. Mas, nem isso é garantia de satisfação da vontade de algumas correntes do Rubro-Negro, que querem ver o treinador pelas costas a qualquer custo e rápido. Assim, até mesmo com o resultado a seu favor e conseguindo o objetivo proposto – ou seja, sem bobear -, Luxa pode dançar.
***
Não estive em Poços de Caldas para acompanhar a estreia do Tupi, então, me baseio no relato dos colegas da Rádio Globo para escrever essas linhas sobre a derrota para a Caldense. Primeiro jogo é sempre complicado, mas fica mais difícil quando a equipe perde oportunidades de sair na frente. O resultado considero normal, ainda mais fora de casa. Mas, aguardo o jogo do sábado para conferir de perto como anda nosso Carijó.









