Papo de gandula
Futuro
Caros e caras, a despedida do Tupi da Série C do Campeonato Brasileiro com goleada para a Chapecoense, em Santa Catarina, foi realmente ruim. Mas não havia muito o que se esperar de um time completamente modificado que nem sequer havia treinado duas vezes junto jogando contra aquele que considerei a melhor equipe a atuar em Juiz de Fora – na derrota por 1 a 0 para o Carijó, no dia 25 de agosto. Com o campo em um estado ao qual só eles estão acostumados e contando com jogadores experientes e de força física, o time de Chapecó impôs a maior derrota dos juiz-foranos na Terceirona com justiça. Menos mal que o Alvinegro de Santa Terezinha sofreu esse revés já bem desmotivado. Bom para esquecer de vez o segundo semestre de 2013 e pensar no futuro.
Quer dizer, esquecer simplesmente não. Aprender com as lições deixadas e ter um futuro melhor. É hora de avaliar com quem vale a pena ficar do elenco que disputou praticamente toda a temporada 2012. Para mim, são poucos que gostaria que ficassem e que não terão propostas melhores para sair. Tempo também de estudar qual comandante ideal para o novo grupo. Sempre prefiro técnicos com amplo conhecimento teórico e vivência prática referendada. Mas antes é preciso resolver a questão mais importante: quanto de dinheiro o Tupi terá para trabalhar mensalmente. A meu ver, problemas e soluções no futebol mundial estão na quantidade de grana da equipe e como ela a utiliza, pura e simplesmente. O Tupi nunca lidou com orçamentos folgados ou sobras nos últimos anos, mas mesmo com limitações conseguiu formar elencos com qualidade. E é isso que me dá a esperança de um futuro melhor, enfim, um feliz 2013 – que começa agora – para os carijós.
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Já que estamos falando de futuro, desejo ao prefeito eleito Bruno Siqueira muita luz e sabedoria para conduzir a Princesa de Minas nos próximos quatro anos. Principalmente na questão do esporte. Pelo menos atento ao que cerca o assunto sei que ele está, pois quando publiquei aqui minha crítica ao papel secundário relegado às propostas esportivas nas campanhas, ao final do primeiro turno, foi o único entre os seis candidatos a me enviar um esclarecimento sobre suas posições com relação ao assunto.
Faço aqui um apelo para que o próximo secretário de esporte seja alguém de cabeça aberta e mentalidade nova, que possa garantir as conquistas desses quatro primeiros anos de existência da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL) e avance, lutando pela mudança tanto estrutural da pasta como por sua transformação para que se torne efetivamente um instrumento de desenvolvimento para as modalidades e os esportistas locais. Não se pode voltar no tempo, retroceder em nomes e ideias. Ao perfil citado por Bruno naquele que será, segundo o próprio peemedebista, o norte de seu secretariado – de técnicos com habilidades políticas e políticos com conhecimento técnico -, acrescentaria para o próximo titular da SEL outras características: juventude nos pensamentos e conhecimento dos percalços da militância esportiva de Juiz de Fora.









