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Amanda Oliveira irá representar o Brasil no Equador

Campeã nos 10km feminino adulto, Amanda Oliveira (Cria/Fac. Granbery) disputará o Campeonato Sul-americano de Cross-Country em fevereiro


Por Fabiane Almeida, estagiária sob supervisão da editora Carla da Hora

28/01/2019 às 21h04

No último domingo (27), Amanda Oliveira (Cria/Fac. Granbery), que é natural de Mercês e corre por Juiz de Fora, foi campeã nos 10km feminino adulto da Copa Brasil de Cross Country, no Parque Ecológico do Tietê, em São Paulo. Com o resultado, ela se classificou para integrar a Seleção Brasileira. Em 23 de fevereiro, a corredora estará em Guayaquil, no Equador, para representar o Brasil no Campeonato Sul-americano de Cross-Country, sua primeira participação internacional pela Confederação Brasileira de Atletismo. Na prova de classificação, Amanda completou as cinco voltas do percurso em 38min23s.

“Eu sonhava muito com esse título, foi uma competição muito disputada, bastante desafiadora”, comenta a atleta. “Consegui fazer uma prova bem tranquila, saí junto com o pelotão e fui trabalhando minha corrida, fui crescendo na prova e no final consegui meu objetivo. Estou muito feliz com essa conquista, de estar representando o Brasil. Eu vou dar o meu melhor e só tenho a agradecer à UFJF à equipe do Grambery e todos aqueles que torceram por mim.”

Amanda Oliveira Foto Wagner Carmo CBAt
“Estou muito feliz com essa conquista, de estar representando o Brasil. Eu vou dar o meu melhor e só tenho a agradecer à UFJF à equipe do Granbery e todos aqueles que torceram por mim”, contou Amanda à Tribuna (Foto: Divulgação)

Para Zirlene Santos, treinadora de Amanda há três anos, o Sul-Americano é a prova mais importante da atleta no momento, que vale inclusive vaga para o Mundial de Cross Country, que acontece em 30 de março, na cidade de Aarhus, na Dinamarca. Entre os desafios que aguardam a corredora no Equador estão a altitude, o calor e o percurso ainda desconhecido e até as adversárias podem interferir no tempo de prova. “O Cross tem terrenos acidentados, poça d’água, tronco de árvore no caminho, que exige uma preparação um pouco diferenciada. Para essa competição não adianta só ser um bom atleta em terreno variado, tem que ter velocidade, força e resistência, porque são 10km. O tempo da Amanda com certeza será diferente, porque nesse domingo ela correu muito fácil, nenhuma adversária pressionou, ela correu solta, praticamente sozinha. Quando a atleta corre sozinha, não faz um bom tempo. Lá o nível vai ser muito forte, em Guayaquil as favoritas são as peruanas, que são acostumadas a treinar na altitude, então a tendência é melhorar o tempo dela.”

Preparação
Esse ano, a atleta fez parte do seu treinamento no Pinheiros, em São Paulo, e ainda irá decidir se continuará os treinamentos em Juiz de Fora ou no Pinheiros. A partir de agora o treinamento deve ser integrado entre a treinadora Zirlene e o técnico Cláudio Castilho da equipe paulista. “Vamos manter o mesmo esquema de treino, porque como falta menos de um mês, se intensificar o treino agora, ela pode chegar cansada na competição. O objetivo é manter as mesmas condições e fazer uns dois ou três treinos mais específicos em terrenos variados, mas mantendo a mesma programação nos treinos de resistência e força”, explica a treinadora.

Para Amanda, o campeonato será uma grande surpresa. “É uma meta bastante difícil, porque terá atletas de alto nível, mas nunca podemos desistir do nosso potencial, temos que sonhar cada vez mais alto. Para representar o Brasil na Seleção tem que ter força de vontade, coragem e o um objetivo de sempre alcançar o melhor, é um peso grande”, comenta.

Cross Country marca início da temporada de corridas

Além de Amanda Oliveira, a UFJF levou ainda outros 11 atletas do Projeto de Extensão Centro Regional de Iniciação ao Atletismo (Cria), e conquistou a primeira colocação por equipe nas provas 10km feminino adulto e 8km Sub-20 masculino. Glenison de Carvalho fez 33min41s nos 8km Sub-20 masculino e, por pouco, não foi classificado para integrar a Seleção, terminando a prova entre os cinco melhores.

“Ficamos muito satisfeitos, porque os atletas estavam treinando desde outubro, e os nossos resultados foram muito bons. Glenison precisava se classificar em 4º para ir para o Sul-Americano. E ele se esforçou muito, ficou grudadinho com o quarto colocado, correu muito tempo com esse rapaz e perdeu por poucos segundos”, comenta Jorge Perrout, coordenador e treinador do projeto.

Para ele, além de uma oportunidade de ingressar na Seleção Brasileira, o evento foi uma iniciação de alguns atletas ao estilo de prova. O Cross Country também marca o início da temporada de atletismo, como uma preparação dos atletas para os circuitos que irão começar, com competições de pista e longa distância.

“Vários atletas participaram pela primeira vez e gostaram da experiência, como a Aline Barbosa e Paula Adriana que já correm na corrida de rua, foram para ver o desafio e voltaram muito satisfeitas. Os gêmeos Wdson e Washington Silva foram pela primeira vez que participaram e foram muito bem, assim como o Iago Casemiro. Isso é muito bacana, porque está tendo uma renovação, mais gente está se interessando em participar e começam (o ano) com bons resultados”, comenta.