Projeto de futebol da UFJF busca jogadoras para formar equipe feminina

Iniciativa foi retomada com foco na formação de jovens atletas


Por Vinicius Soares

27/05/2026 às 06h40

Projeto de futebol da UFJF busca jogadoras para formar equipe feminina
(Foto: Felipe Couri)

O projeto de futebol da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), inaugurado em 2014 pelo professor Marcelo Matta, hoje secretário de Esporte e Lazer na Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), desempenhou papel importante para a modalidade na cidade, seja através de parcerias com os clubes, como Uberabinha e Tupynambás, ou revelando jogadores, como o meio-campista Max, revelado pelo Flamengo e que hoje defende as cores do Sport. Recentemente, o projeto foi reformulado e busca formar uma equipe feminina de forma inédita.

“A gente reformulou aquele projeto que teve origem com o professor Marcelo Matta e optamos em reiniciar com foco na formação. A gente está com turmas do sub-8 ao sub-12 sendo que, nessa primeira etapa, a gente está trabalhando com as turmas mistas. Os dois naipes no mesmo horário, na mesma turma. À medida que a gente tiver um aumento da demanda, aí a gente vai passar a ter os naipes separados, tanto masculino quanto feminino”, detalha Heglison Toledo, professor da Faculdade de Educação Física e Desportos (Faefid) da Universidade.

Para se inscrever e participar do projeto, basta ir à Faefid nos horários dos treinos, que ocorrem de segunda-feira a sexta-feira, a partir das 18h, conforme explica Heglison.

A gente ainda tem vaga tanto para o masculino quanto para o feminino. Mas o nosso foco é ampliar o feminino para que a gente possa participar de competições e possa alavancar o futebol feminino da cidade”, afirma. O limite de vagas é de 30 atletas por categoria.

O futebol feminino está em uma crescente constante no Brasil, impulsionado pela Copa do Mundo que será realizada no país em 2027. Diante desse cenário, Heglison entende que o desenvolvimento de uma equipe feminina no projeto irá oportunizar meninas que gostam do esporte mas não têm onde praticar.

“O futebol feminino ainda passa por uma transformação cultural no Brasil. E não é comum as garotas, principalmente de menos idade, procurarem o futebol. Então o objetivo é justamente divulgar o futebol e utilizar uma metodologia de formação. Ainda sem competição, mas de formação para poder justamente estimular as meninas a jogarem futebol, a gostarem do futebol, a ter prazer pelo futebol”, avalia.