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Nada no balaio


Por RICARDO MIRANDA Repórter

26/11/2011 às 07h00

O Tupi, para todos com alma juiz-forana, tornou-se o campeão mais importante do mundo, embora não seja o campeão mais importante do mundo. Outros campeões do mundo mostram suas estrelas e seus troféus em desfiles pelas principais ruas e avenidas mundo afora, mas apenas o Tupi desfila com seu troféu e suas estrelas pelas ruas e avenidas juiz-foranas. Por essa proximidade, por ser quase do quintal de casa, o Tupi é o campeão mais importante do mundo.

Amanhã ou, no mais tardar, no próximo domingo, Corinthians ou Vasco será o campeão brasileiro de 2011. Mas não será a mesma coisa. Não terá desfile, não haverá nenhuma referência a Juiz de Fora nos noticiários, não será inédito. Nem final terá. Desconfio até que nenhum dos jogos decisivos contará com 60 mil torcedores como aconteceu entre Santa Cruz e Tupi em Recife. Como se vê, até mesmo as circunstâncias contribuíram para o Tupi se tornar o campeão mais importante do mundo.

Ainda assim, há quem insista em ver o Tupi apenas como um clube com estrutura antiga, recém-saído da longínqua Série D e futuro estreante na sem-graça Série C. Nem mesmo o técnico Ricardo Drubscky conseguiu fugir dessa miopia. Torcedores de outros times ditos grandes ou mesmo de clubes daqui padecem do mesmo mal. Nada parece demovê-los da quase necessidade de não perceber avanços em nenhuma direção. Para eles, a cidade não tem campeão nem nunca terá. Agem como derrotados. Não se deixam contaminar com o fato de o Tupi ser o campeão mais importante do mundo.