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Juiz-forano ex-Sport é campeão da Copa do Brasil sub-15 pelo Internacional

Kaique Fernandes começou no futsal em Juiz de Fora aos 6 anos e marcou gols na semifinal e na decisão do torneio nacional


Por Rafaela Lima

22/08/2026 às 23h50

Juiz-forano ex-Sport é campeão da Copa do Brasil sub-15 pelo Internacional
Kaique Fernandes comemora a conquista da Copa do Brasil sub-15 pelo Internacional; juiz-forano marcou na semifinal e na decisão do torneio (Foto: Reprodução / Instagram)

Aos 15 anos, o meia Kaique Fernandes, natural de Juiz de Fora, já coleciona uma conquista nacional no futebol de base. Ex-jogador do Sport Club, o atleta foi campeão da Copa do Brasil sub-15 pelo Internacional. Na reta final da competição, teve participação decisiva e marcou gols na semifinal e na decisão do torneio.

Kaique nasceu e cresceu entre os bairros Padre Café e Dom Bosco. Começou no futsal aos 6 anos, na ABC Academy, onde foi treinado por Anderson, Cassiano e Wallison. Com o fim da pandemia, fez a transição para o futebol de campo no Núcleo Esportivo Claudinei Clementino (NECC), projeto comandado pelo ex-jogador e treinador Claudinei Clementino. No fim de 2020, chegou ao Sport Club Juiz de Fora.

Do Sport à oportunidade no Inter

A passagem pelo Verdão da Avenida durou cerca de um ano e meio e foi um dos principais momentos da formação de Kaique. Inicialmente como ponta, ele passou a atuar no meio-campo depois que os treinadores Diego Almeida e Ramon Oliveira identificaram que suas características poderiam ser melhor aproveitadas como camisa 8 ou 10. “Foi o verdadeiro pontapé inicial e divisor de águas na carreira dele”, conta o pai, Rodrigo Pereira.

Durante um torneio pelo Sport, Kaique foi selecionado para uma semana de testes no Atlético Mineiro. Aprovado na avaliação, retornou ao clube juiz-forano e encerrou o ciclo com mais um título, no sub-12, também marcando gol na final.

Depois, o jogador passou por projetos e clubes de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Atuou pelo Juventude Sports, em Belo Horizonte, e pela A11 Soccer/Casemiro Cup, experiência que abriu portas para o Vasco da Gama. Em 2024, jogou por equipes como Nova Iguaçu, Ilha Academy, Mello Tênis Clube e Penha Sport Club, no Rio de Janeiro.

A oportunidade de chegar ao Internacional surgiu em 2025. Kaique disputou a Brasil Soccer Cup pela Associação Esportiva Macaé, competição na qual enfrentou equipes como Flamengo, Palmeiras, Santos, Vasco, Atlético Mineiro e o próprio Colorado. O desempenho chamou a atenção dos observadores do clube gaúcho e resultou na transferência.

Adaptação ao futebol gaúcho

A mudança para o Rio Grande do Sul trouxe novos desafios para o jovem jogador. Além da distância da família, Kaique precisou se adaptar ao frio e a um estilo de jogo mais físico e intenso. O recomeço longe de casa também exigiu mudanças na rotina. Com o tempo, porém, passou a se sentir adaptado à cidade e ao clube.

No Internacional, consolidou-se como meia-armador, podendo atuar como camisa 8 ou 10. Segundo Rodrigo, entre as principais características do filho estão a visão de jogo, o bom passe, a capacidade de controlar o ritmo das partidas, o domínio de bola e a presença na área para finalizar.

Título nacional

A conquista da Copa do Brasil Sub-15 representa, para a família, o resultado de anos de dedicação, mudanças de cidade e distância de casa. Na campanha do Internacional, Kaique ganhou protagonismo justamente nos momentos decisivos, marcando na semifinal e na decisão.

“Representa a confirmação de que todo o esforço, os sacrifícios da distância e as mudanças de cidade valeram a pena. É a certeza de que ele está no caminho certo”, afirma Rodrigo.

Para o pai, o título também é uma forma de reconhecer a contribuição dos profissionais e clubes que participaram da formação do jogador desde os primeiros anos em Juiz de Fora.

Agora, o objetivo de Kaique é seguir evoluindo nas categorias de base do Internacional e, no futuro, chegar ao time profissional. “O grande sonho do Kaique é se tornar jogador de futebol profissional e construir uma carreira sólida”, resume o pai.

*Estagiária sob a orientação do editor Bruno Kaehler