Os pés pelas mãos
Quando o sol bater…
As apostas estão na mesa. No começo do Brasileirão, todos têm seu palpite sobre o futuro campeão. Este ano, fichas divididas entre Santos e Cruzeiro. Porém, não há título de véspera. Seguindo o exemplo dos últimos anos, acredito em um campeonato equilibrado. Felizmente, o nível do futebol nacional segue em ascensão. Embora ninguém tenha genuinamente decolado no primeiro semestre – a exceção talvez seja o Coritiba, mesmo com o discurso hipócrita de que não jogou com ninguém -, os times brasileiros parecem mais amadurecidos. Basta olhar a lista dos 28 convocados de Mano Menezes. Ok! Admito que não entendi por qual razão o sempre sensato treinador inchou o grupo, que ainda será reforçado pelo homenageado Ronaldo. Todavia, a valorização dos atletas que atuam por aqui é visível. Dez jogadores de oito clubes foram lembrados. Um recorde se comparado aos selecionados recentes.
O Brasileirão ainda vai contar com uma série de medalhões que prometem abrilhantar (ou não) a competição. Ronaldinho Gaúcho, Juninho Pernambucano, Adriano. São muitos, mas podem ser mais. As notícias colocam Seedorf e Diego Forlán em uma penca de clubes. As possíveis contratações de grandes nomes do mercado europeu trazem à tona debates sobre a janela de transferências internacionais. A bola já está rolando nos bastidores. Dizem que os presidentes de Corinthians e Grêmio querem a antecipação. Alguns irão se posicionar contra. Só por egoísmo. O arquiteto que construiu o calendário do futebol brasileiro colocou a janela no local errado. Não faz sentido que as inscrições de atletas que atuam fora do país só aconteçam na 14ª rodada. Não beneficia ninguém. Prejudica o espetáculo. Além de jogar o critério técnico no vaso sanitário.
Muitos clamam que o torneio por pontos corridos é o mais justo. Porém, enquanto esse formato de contratação for mantido, não será bem assim. Observamos os times se metamorfosear durante toda a competição o que prejudica a soma final dos pontos que definem o título. Por essa e outras, nosso calendário precisa ser revisto. Para que a janela seja aberta no momento certo e o futebol brasileiro tire proveito do sol e dos bons ventos.









