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Nada no Balaio Até a Copa de 2014


Por Tribuna

17/11/2012 às 07h00

Ricardo Miranda

A Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 não só entraram na moda, como também se tornaram uma espécie de marco para todo tipo de sorte. De catástrofes financeiras, caso de ameaça de estouro de uma bolha imobiliária por aqui, até projeções pessoais, como data limite para casar ou ter filhos, tudo é jogado para depois dos dois megaeventos esportivos. Da mesma forma, como tudo que envolve algum ponto de referência no tempo, há também acontecimentos previstos para antes da Copa e da Olimpíada.

É aquela história: Até 2016, vou continuar morando no Brasil, porque estaremos na moda. Para os mais descansados, vale a desculpa. Depois do hexacampeonato arrumo um emprego e paro de beber. Por falar em parar de beber, nada combina mais com marcos temporais do que o vício. Basta uma data, o mais distante possível, para o sujeito projetar seu desapego ao cigarro ou à comilança e se livrar da culpa. Caso do meu tio Gilberto. Ele quer se apartar da cachaça até a Copa do Mundo de 2014. Até a Olimpíada de 2016, ele pretende ganhar na loteria.